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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

MÉDIUM E GUIA



Uma das grandes qualidades da Umbanda é proporcionar o contato direto entre a consulência e os Guias. O responsável por esse contato é o médium. [do latim médium = meio, intermediário]

A mediunidade é uma sensibilidade presente em todas as pessoas, em maior ou menor grau, que facilita na captação de informações de outras dimensões. De alguma maneira, no dia-a-dia, todos nós usamos essa capacidade, alguns a chamam de inspiração, outros de instinto ou intuição.

O médium é uma pessoa consciente dessa capacidade e está preparada física, emocional e espiritualmente para usar todo o seu potencial pessoal na senda espírita por isso é de total importância nos trabalhos de Umbanda. Do seu equilíbrio e dedicação depende o sucesso da seara.

Médium estudioso, disciplinado e equilibrado é fator importante para o êxito do trabalho espiritual, que transcorre em harmonia refletindo a força dos guias na parceria entre o material e o espiritual. Quanto mais afinado o médium, melhor a comunicação entre os dois mundos. Em sua disciplina está incluída alimentação equilibrada, exercícios físicos, mentais, e muito importante: o controle emocional. Médium desequilibrado não rende em dia de trabalho.

Antigamente, o desenvolvimento mediúnico era feito de maneira empírica ou por tradição oral, processo lento, por vezes muito místico e misterioso, pois não havia fontes de pesquisa. Hoje a situação mudou, existe grande quantidade de literatura de qualidade.

Não se pode admitir médiuns despreparados para o trabalho espiritual, que devem ter conhecimento de todas as áreas envolvidas no trabalho. Precisam ter noções sobre escrita e elementos mágicos, bioenergias, anatomia e ervas que é um capítulo à parte, pois muitas delas são venenosas e todo cuidado é pouco.

Devem ainda ter uma grande dose de desprendimento e bom senso, pois está lidando com "material humano", pessoas que na maioria das vezes estão em desequilíbrio e com muitos problemas.

Umbanda não é oráculo, não é terapia e não é mágica.
Não é exigido ao médium que faça adivinhações para provar o valor do seu desempenho. Deve saber ouvir, que já é, em si, um ato de caridade, mas deve tomar cuidado com o que diz, pois algumas informações captadas são apenas diretrizes para o trabalho a ser realizado em conjunto com o Guia.

Alguns dados se repassados ao consulente poderiam aumentar o caos em que a vida deste se encontra. De que adianta informar ao consulente de que vai perder um ente querido ou de que é vítima de traição? Essas informações são úteis no direcionamento do trabalho e na escolha das determinações a serem dadas para fortalecimento do campo do consulente, tornando-o capaz de superar os seus aprendizados.

Não existem soluções mágicas, mesmo os médicos psiquiatras, psicólogos e terapeutas profissionais que estudaram durante muitos anos, procuram ajudar as pessoas direcionando-as para o seu autoconhecimento sem nunca darem as soluções prontas.

Lembre-se: não existem problemas, existem experiências.

O sucesso total do trabalho depende de uma trindade sagrada: Guia + Médium + Fé do Consulente que deve fazer sua parte em manter o equilíbrio que foi restaurado em seu campo bioenergético por essa dupla de trabalhadores espirituais. Mantendo-se o equilíbrio, tudo tende a melhorar. A união afinada das Duplas Dinâmicas Espirituais traz para a Umbanda a Luz, a Paz e a Harmonia aos que trabalham nesta Luz!

Lixo Emocional

"Existe um lixo emocional. Ele é produzido nas usinas de nosso pensamento, enquanto crescemos interiormente.

São emoções que passaram por nossa vida e nos ajudaram, mas que não têm mais utilidade. São sentimentos que foram importantes no passado, não no presente. São recordações de dor que nos amadureceram e que agora não servem para nada.

Não podemos carregar este lixo. Mas, apegados aos nossos sentimentos antigos, ficamos com pena, e temos dificuldade de deixá-los. Enchemos nosso porão espiritual com uma quantidade imensa de memórias inúteis, que ofuscam as lembranças importantes.

Não procure sentir coisas que você não está sentindo mais. Não procure ser como você era. Você está mudando. "Permita que seus sentimentos o acompanhem e o transformem em sua própria evolução". (Autor desconhecido)


Por: André Gonçalves Santos

Texto retirado do site:

http://www.tendadeumbandaluzecaridade.com.br

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Envie para dorgoguara@gmail.com

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O PASSO A PASSO DO CORRETO DESPERTAR MEDIÚNICO – UMBANDA.



Vamos abordar sobre um tema que muitas vezes acaba que por passar desapercebido por alguns dirigentes, cuja ocorrência é muito comum em médiuns iniciantes e que estão no começo do seu despertar mediúnico, mas isso não quer dizer que seja uma falha só de médiuns iniciantes.  Frise-se:

É muito comum hoje em dia quando um  médium entra para dentro de uma corrente mediúnica,  até por não ter experiência de chão de terreiro, ficar ali meio que perdido e  acabar se espelhando em um médium da corrente que admire, e pegar ele como exemplo em sua caminhada a ser seguida.  Ele por admiração e por achar que um determinado médium trabalha bonito, ele poderá vir a cometer a falha de querer o imitar, querer se tornar como ele. Isso piora ainda mais quando essa imitação se torna algo invejoso, comparativo.

Não haveria problema, se fosse pelo simples fato de exemplo e admiração, se todos  os médiuns iniciantes tivessem maturidade e entendimento suficientes de entender que admirar um médium não é querer imitá-lo em tudo, notem que há uma diferença crucial nesse detalhe, muitas vezes chegamos em terreiros e vemos médiuns serem praticamente a “xerox” do dirigente da casa, onde nos deparamos com médiuns imitando seus dirigentes em tudo, em gestos, posturas, brados, estereótipos, passando a conotação para quem está a olhar de fora, que são cópias do guia chefe da casa, isso é muito sério porque denota um excesso anímico muito grande, quase e podendo chegar a uma mistificação caso não seja corrigido.

CADA GUIA TEM SUA PERSONALIDADE E ESTEREÓTIPOS PRÓPRIOS, MESMO QUE SEJAM DA MESMA FALANGE NÃO SERÃO IDÊNTICOS. 

É natural um médium quando se inicia num terreiro, observar a forma que os outros irmãos mais velhos trabalham, eu acho que quando dosado é importante esse ato de se espelhar, porque o médium iniciante aprende muito também só OBSERVANDO e seguindo bons exemplos, mas deve-se sempre orientar que o fato de admirar não é copiar quanto as manifestações dos guias.

O médium iniciante ele tem que ter o bom entendimento que cada espírito guia, é algo único, e se torna ainda mais único quando do ato do acoplamento espiritual com o espírito do seu médium, então observar guias e entidades mesmo da mesma falange simplesmente iguaizinhos trabalhando, há com certeza algo muito errado.

Devemos entender que os espíritos mesmo respondendo numa mesma falange são ligados com a mesma por sintonia e afinidade, mas não são copias uns dos outros, não possuem as mesmas histórias de vida etc, então poderemos numa corrente achar três Caboclos Pena Branca e os mesmos serem distintos e únicos quanto a estereótipos e características.

Por isso fica o alerta cuidado com a auto sugestão, cuidado ao querer saber coisas dos guias e suas histórias precipitadamente. O mais bonito de uma manifestação espiritual é sua veracidade e sua autenticidade. 

Tenho observado também muita vaidade e arrogância de médiuns que acham que porque trabalham com uma entidade X, nenhum outro médium dentro da corrente de seu terreiro poderá se manifestar com um outro falangeiro da mesma falange, alguns se melindram e se incomodam com isso, como se o fato de um outro médium estar se manifestando com uma entidade de mesmo nome o seu ficasse depreciado ou desmerecido, isso meus irmãos é vaidade e falta de entendimento e conhecimento mediúnico, acreditem já vi tais posturas oriundas de dirigentes o que torna tal postura ainda mais lamentável.  Infelizmente já tive conhecimento de vários ocorridos onde o dirigente até tentou  mudar a entidade do médium, usando de frases como esta, “… num terreiro não pode haver dois reis ou duas rainhas…”, uma realidade triste que infelizmente acontece. Me remete a uma única conclusão quem não tem competência não se estabelece, simples assim.

Mas temos também o caso de médiuns que por admiração e mesmo o ato de invejar, imitam até mesmo o nome dos guias de outros médiuns. Sim…. é um absurdo, mas acontece, e não enganam aos outros apenas, enganam e atrasam sua evolução mediúnica e espiritual, por perdem a oportunidade de serem médiuns sérios e verdadeiros e acabam se tornando um embuste. Volto a dizer mediunidade não é competição de quem tem o guia mais bonito, mas conhecido, mas sim mediunidade é seriedade, idoneidade, verdade.

NOSSOS GUIAS NÃO SÃO TROFÉUS A SEREM MOSTRADOS COMO ALGO DE PROPRIEDADE NOSSA.

Um outro fato que remete a tal ATO DE SE ESPELHAR  também podemos verificar na questão de entidades e guias por HERANÇA, guias e entidades que por escolha da entidade adotou a um determinado médium, por simpatia, sintonia, missão.

Um exemplo muito comum, um médium X trabalhava com uma entidade Y, quando o médium faleceu, aparece um médium no terreiro dizendo-se estar acoplando com o mesmo espírito daquele médium, muitos médiuns nessa auto sugestão, começam a que se manifestar com uma “suposta” entidade, virando uma IMITAÇÃO da manifestação que acontecia com o médium anterior, já presenciei situações no mínimo constrangedoras, quando tal ato é feito por imaturidade e falta de idoneidade mediúnica, porque cedo ou mais tarde o médium IMITADOR poderá ser desmascarado, infelizmente alguns médiuns fazem isso por motivos e interesses no mínimo escusos.  Há sim casos que realmente o espírito provou que era a mesma entidade, mas mesmo assim nunca será a mesma e idêntica a manifestação no que diz respeito a acoplamento espiritual, simplesmente pelo fato que aquele guia está acoplado juntamente a um outro espírito (médium).

O médium iniciante ele precisa de base doutrinária sustentável, deve sim seguir bons exemplos quanto a conduta e posturas e caráter mediúnico, mas nunca se esquecendo que ele tem missões especificas, que provavelmente serão diferentes daquele médium que tanto admira, que possui guias diferentes,  quando um médium imita o guia do outro ele perde a chance de um acoplamento verdadeiro e principalmente perde a autenticidade, dificultando ao seu próprio guia o ato de se manifestar como de fato ele realmente é.

O que o médium poderá fazer para trabalhar consciencialmente para que não caia em tal situação?

Desde o começo do seu despertar,  o médium deve ter consciência da responsabilidade do trabalhar sua sintonia com seus guias, sem pressa, muitos médiuns no começo do despertar mediúnico, o  guia fica mais quieto, parado, isso acontece porque o guia está se acostumando ainda com a matéria a qual está lhe servindo de instrumento, muitos médiuns no começo sentem a impressão que parece que durante o acoplamento a energia do guia fica mais forte e noutras quase imperceptível, como se o guia o largasse,  quando isso acontece é porque o espírito do guia realmente tem momentos que sua aproximação fica mais intensa ou não, até que chega num ponto que o acoplamento fica seguro, firme. Lembrando que há toda uma ligação dos chakras, um elo uma troca energética, uma corrente elétrica que vai se alternando.
Imagem relacionada

Muitos médiuns após conseguirem se manterem na energia do guia, muitas vezes estragam e se precipitam por pura afobação, começam a tomar posturas precipitadas por quererem imitar a postura dos guias dos outros médiuns que já dançam, falam, sem estar na hora e no querer do guia, eu costumo dizer que essa fase é uma fase de namoro, uma fase cuidadosa,  onde o guia está a conhecer a matéria a qual está lhe servindo de instrumento e o médium conhecendo e sentindo a energia do seu guia, a pressa só irá prejudicar na evolução desse estágio.

Entendam são etapas que o médium vai passar aos poucos, é melhor a paciência nessa fase do que a pressa, e a afobação só irá prejudicar aquele momento que estava indo bem o tornando num excesso anímico, por isso o médium deve trabalhar com toda dedicação a concentração e confiança em seu guia. Porque quando a conexão estiver plena o médium não terá medo de nada porque saberá que ali está seu guia a comandar.

Conforme o médium vai respeitando essa fase, o guia por si só vai proporcionando um acoplamento mais sustentável, forte, nessa fase o guia já começa a se soltar mais no terreiro,  mostrando sua personalidade, seu estereótipo único.

“SIMPLESMENTE ÚNICO, VERDADEIRO, AUTENTICO”

E com o passar do tempo isso se torna tão natural que quem olhar de fora, já não associa mais aquela manifestação mediúnica a nada da personalidade do médium, quem olha vê o guia e não o médium, quando o médium chega nesse estágio ele está de fato acoplado e não somente intuído pelo guia. Por esse motivo que muitos guias frisam que incorporar é se colocar como coadjuvante para que o guia seja a personalidade principal atuante. É deixar de ser você.

Isso é muito notável quando acompanhamos todo um despertar mediúnico, vemos ali guias sérios, calados, parados e com o tempo começamos a perceber esse guia se soltando, se mostrando, cantando, dançando, trazendo mensagens, é muito gratificante ver esse crescimento mediúnico. Mas nem todos no começo terão essas dificuldades alguns médiuns já possuirão suas mediunidades extremamente ostensivas e esse período de adaptação será muito mais tranquilo, mas não menos exigente de cuidados doutrinários.

Todos esses cuidados e acompanhamentos são de extrema seriedade e denota o compromisso idôneo e o caráter do médium, porque quando o médium se torna um imitador, ele não passa credibilidade, sustentabilidade em seu trabalho, e tais condutas são perceptíveis até mesmo para os consulentes que estão ali a observar tais manifestações no mínimo duvidosas,  médiuns assim não passam confiança, seriedade, trazendo problemas tanto para si mesmos quanto para o terreiro que fica desacreditado.
Uma outra questão quanto a esse problema doutrinário, que não podemos deixar de mencionar é o fato que médiuns imitadores, começam a acreditar em suas próprias interpretações, podendo com o tempo buscar mais situações que alimentem seus egos, vaidades e arrogâncias, mistificadores.
Muitos com o tempo,  não querem mais ser apenas filhos e buscam abrir terreiros e se tornarem dirigentes, e está ai o grande problema.

Como que médiuns que se comportam com tantas falhas poderão ajudar outros médiuns iniciantes? é impossível, esses médiuns irão alimentar tais posturas em outros médiuns, e isso vira um desserviço a Umbanda porque pessoas que forem prejudicadas não terão credibilidade e nem confiança no que diz respeito a Umbanda porque acharam que não passa de um grande embuste de um grande teatro, e na realidade faltou apenas acompanhamento doutrinário idôneo, condutas éticas e morais religiosas, seriedade.

Que tenhamos cuidado redobrado e vigilância sempre quanto aos nossos deveres, quanto as nossas vidas espirituais, nossas mediunidades, o fato de ser médium só reafirma que temos que ter idoneidade, seriedade e compromissos redobrados, para que não sejamos vitimas de nossas próprias ilusões e fantasias.

Que Oxossi sempre nos traga sabedoria e vigilância.

Paz e Luz a todos.


Por: Cristina Alves

Texto retirado do site:


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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O SERVIR NA UMBANDA: TOLERÂNCIA, INCLUSÃO E LIBERDADE.



O texto de hoje trata-se de uma reflexão pessoal do meu processo de aprendizado [bem como de leituras e pesquisas pessoais] de quase sete anos como praticante, médium e militante de uma tenda de umbanda a qual fiz parte bem recentemente, que se diga de passagem sou muito grata e reservo muito respeito no sentido de reconhecer os grandes, nobres e dignos acertos presenciados. Tal período, importante registrar, é muitíssimo pouco tempo diante de todo milênio de sabedoria e hermetismo que perpassa a arte dos mistérios divinos da Lei divina em ação, aliás, todo tempo na “terra” no exercício desse religare é pouco perante o infinito e imensurável Governo Oculto do Mundo. 

Abro um parêntese rapidamente para dizer que nem toda iniciação num determinado templo significa que o neófito tenha que completar seus “ensinamentos” até os últimos dias de sua vida na mesma “escola iniciática”, especialmente, porque a vida é cheia de imprevistos [provações] e tudo perpassa humano, desde o discípulo até o dirigente da casa, são todos humanos, até mesmo a comunicação mediúnica com o divino depende do equilíbrio humano, se não claramente ou sutilmente, de acordo com o estado de [des]equilíbrio mediúnico, refletirá, obviamente, o que é conveniente à situação do “aparelho” [médium], sobretudo, se ele se diz ser o “porta da voz mor” de imensa luz, nesse caso tal estado pode o levar até mesmo ao “abuso do poder”, quando se utiliza de um guia para afugentar pessoas que desagrade ou tenha desagradado o “porta voz”, nesse caso, surgem as seguintes indagações, um guia de luz condena ou cerceia seres humanos de adentrar num templo por problemas pessoais humanos, sem ouvi-los ? Um guia destrata seres humanos por questões [pseudos] morais terrenas, jogando todos na fogueira, de acordo com “juízo” de valor do “aparelho”? As respostas para essas perguntas encontram-se em vossos corações, e, certamente responderão NÃO, os guias trabalham com a compreensão divina, mesmo os Executores – Os Exus de lei e bombosgiras não agem dessa forma, são seres onipresentes e por mais equivocadas ou corretas que sejam as ações humanas, eles certamente lhes ouvirão, independente de qualquer coisa...Então se percebe que a qualquer momento o ser humano estar a beira de um ataque de nervos por mais elevado em que se diz ser, até São Franscisco de Assis já teve seus momentos de destemperos quando tentaram desvirtuar os fundamentos de sua ordem, ainda mais nós reles mortais, justamente, em função das famosas provas de expiações a qual poderá culminar num fortalecimento da união, se for o caso da sábia, justa e humilde ponderação de tais indivíduos, há pesar para aquele que se diz mais sábio e experiente ou então o rompimento dos laços pela mesma causa ou inverso-negativo da causa, tudo rumando a libertação. A pergunta que fica é: a “queda” foi de quem? Cada um tem seu ego manipulativo, ainda mais quando a imagem “moral” está em jogo, mas é a consciência que irá pesar ou não na hora do deitar da cama. Já diria a canção “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...” e sobre veracidade há aquele sábio dito popular, “existe a minha verdade, existe a sua verdade e existe A VERDADE, a verdade divina”!... A verdade é o que nos faz livres. “Conheceis a Verdade e a Verdade vos libertará”, disse O PAI.

Fecho parêntese retomando para o serviço na umbanda alicerçado no amor e caridade ao próximo, no culto a natureza e aos seres vivos, nada se cobra materialmente e nada se imola, digo a umbanda nascente em 1908 na cidade de Niterói-RJ anunciada pelo caboclo das Sete Encruzilhadas, aquela que deu a voz ao povo por meio de sua tríade sagrada, “Caboclos, Pretos velhos e erês” e, acima de tudo, dignifica a vida cultuando todo ser vivo sem sacrifícios.

Ainda, nessa época, foram estabelecidos os princípios básicos que nortearam e norteiam todos os templos da Umbanda Genuína que seguiram a doutrina pregada espiritualmente em solos terrenos desde 1908, portanto, sendo assim um registro histórico, sociológico e antropológico de uma religião de matriz universal, pois se organiza a partir de diversos matizes culturais e espirituais [catolicismos, kardecismos, esoterismo, xamanismo indígena, culto aos orixás de matriz afro, dentre outros] que não pode ser ignorado por nenhum praticante e/ou estudioso, pois nessa raiz universal se encontra o viés de formação da umbanda e suas normas gerais, independente das diversas formas que se executa a Umbanda, afinal, cada terreiro é uma “tribo” e possui seu “cacique” que direciona o trabalho, as vertentes e a filosofia do seu templo, de acordo com suas instruções comunicativas com o divino.

Nesse sentido podemos constatar que a Umbanda é uma religião livre, cujos conceitos são passados oralmente, de geração a geração, dessa forma, a sua ritualística e fundamentação é adaptada a cada pensamento que forma uma vertente dentro da religião. Diante de determinado tema existem diversas interpretações, dessa forma deve-se ter a cautela ao selecionar o que melhor lhe convier, contudo aqui elenco alguns princípios gerais dentre tantos que perpassam a maioria dos templos [terreiros ou tendas] alicerçados na Umbanda tradicional fundada por Zélio Fernando de Moraes, tais conceitos já bastante conhecidos e debatidos por autores, especialistas na temática, a citar WWW. Da Matta e Silva, Rubens Sareceni e mais recentemente Lurdes Vieira, todos, além de estudiosos, mestre iniciados, sacerdotes da lei divina em ação. Segue:

1) A existência de um Princípio Criador – DEUS, O Onipotente e Irrepresentável; chamado Zambi. Algumas das entidades, quando incorporadas, podem nomeá-lo de outra forma, por exemplo, Tupã para caboclos, entre outros, mas são todos fiéis a um só Deus;

2) A manifestação trina do Princípio Criador, dentro da visão Naturalista e Espiritualista; 

3) A Crença nos Orixás dos cultos Afro-Brasileiros e nas Linhas da Umbanda; 

4) A existência de entidades espirituais, mensageiros das vibrações dos Orixás, ainda em evolução, diga-se de passagem, um outro tipo de evolução de outras esferas dimensionais, bem diferente do processo evolutivo humano ; a manifestação dos Guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou "aparelhos", também chamados de "cavalos";

5) A Reencarnação e a Lei do Carma;

6) O regaste interno, a “raça” caída [crença atlantiana],sempre em busca do aperfeiçoamento evolutivo humano, cura e a libertação por meio da iniciação magística.

7) A prática da mediunidade em suas diversas manifestações;

8) O Amor, manifestado como Caridade, na palavra e na ação; A obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes;

9) A afirmação de que o ser humano VIVE NUM Campo Vibratório, sendo Ele próprio um Campo Vibratório que o seu Livre Arbítrio comanda, dentro do princípio da natureza trina: Espírito, Alma e Corpo;

10) Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro;

11) A Umbanda está a serviço da Lei Divina e só visa ao bem. Qualquer ação que não respeite o livre-arbítrio das criaturas, que implique em malefício ou prejuízo de alguém ou se utilize de magia negativa, não é umbanda; 

12) A Umbanda não realiza em qualquer hipótese o sacrifício ritualístico de animais nem utiliza quaisquer elementos destes ritos em oferendas, ou trabalhos; 

13) Reverencia às forças da natureza, a preservação e o respeito a todos os seres vivos e ambientes naturais da Terra; 

14) Todo serviço da Umbanda é de caridade, jamais cobrando monetariamente ou aceitando retribuição de qualquer espécie por atendimentos, consultas ou trabalhos;

15) A Umbanda possui identidade própria e não se confunde com outras religiões ou cultos, embora a todos respeite fraternalmente, partilhando alguns princípios com muitos deles;



Finalizo a reflexão frisando a importância da prática do último princípio, assim como todos, mas, sobretudo, pelo exercício diário do RESPEITO E TOLERÂNCIA a qualquer outro culto religioso culmina na importante luta pela liberdade religiosa que também perpassa o servir na umbanda, fundamental para o reconhecimento da FRATERNIDADE, SOLIDARIEDADE E COMPREENSÃO para todos aqueles que são perseguidos historicamente por não seguirem religiões eurocêntricas consideradas oficiais, apesar de vivemos em um Estado laico desde 1924. Bravos e verdadeiros militantes do movimento afro-religioso e umbandista, a eles devemos ser grato pelo avanço e conquista de muitos direitos conquistados, a citar a legalização dos terreiros em muitos estados, inclusive, em Belém do Pará se destaca como uma das cidades que muito contribuiu nessa conquista e a tão importante lei 12.644 que decreta o dia 15 de novembro, como dia nacional da Umbanda. Portanto, umbandista que ataca seja pessoalmente ou em redes sociais ou em eventos acadêmicos práticas afro- religiosas de forma generalizante e superficial, simplesmente por não seguirem a “Verdade absoluta” empregada pelo seu templo vai à contramão do viés dos princípios básicos da própria UMBANDA SAGRADA, tornando-se um ser, seja ele adepto, médium de uma corrente ou mesmo um sacerdote, o que é mais grave, AUTORITÁRIO E INTOLERANTE, além de jactancioso por ser considerar o único detentor do CAMINHO SAGRADO, o que é uma contradição, pois a tríade da umbanda está pautada na obediência, lealdade e HUMILDADE!

Vamos companheiros regar a nossa flor divina, a qual sua força vital vem do exercício diário da humildade e tolerância para que ela não SEQUE, para que, sim, FLORESÇA, perdure por muito tempo e assim façamos um trabalho de caridade na prática do bem seja em que templo for, seja afro-religioso ou de umbanda, busquemos, de fato, a nossa cura interna e externa GENUÍNA e LIBERTADORA de nossas próprias amarras morais e egóicas [vaidade, orgulho, recalques, etc.], façamos do discurso à prática, da coerência o respeito, da tolerância e autocrítica à humildade. Sigamos em paz, combatendo a intolerância e toda forma de preconceito, mesmo quando surgem dentro da nossa própria seara religiosa, pois como diria Cristo Jesus “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. '' I João 3.18".

Saravá!

Por: Alanna Souto

Texto retirado do site:


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terça-feira, 15 de agosto de 2017

HUMILDADE NA UMBANDA



Olá irmãos,

Dando prosseguimento ao estudo sobre as “palavrinhas mágicas” propostas pela nossa Guia Espiritual do CEENC, a Vovó Antonieta da Bahia, venho falar sobre a HUMILDADE NA UMBANDA.

Já foram estudadas em outros dias as seguintes “palavrinhas mágicas”: Harmonia, Concórdia, Companheirismo, Equipe, Compartilhamento, Conhecimento, Paz e Abnegação. Faltam ainda: Abdicação, Compromisso, Verdade, Resignação e Fraternidade.

Hoje venho falar de um tema que considero difícil: A HUMILDADE.

Para alguns pode ser fácil, pois ao escrever sobre a HUMILDADE NA UMBANDA, lembramos logo dos nossos Pretos-Velhos e Caboclos, os quais rapidamente associamos à Caridade, ao Amor, à Bondade, à Simplicidade e à Humildade.....que é a NOSSA UMBANDA!

O texto extraído do site do CEENC diz tudo:

"Você que fala da Umbanda
Não sabe o que a Umbanda é.
A Umbanda é força divina,
A Umbanda é pra quem tem fé.
A Umbanda é de Preto-Velho
E de Caboclo de pé no chão.
A Umbanda é de gente HUMILDE
Pois a Umbanda é amor e perdão"
(Extraído do Site do CEENC)

Porém, para mim, antes de falarmos de Humildade na Umbanda, temos que falar na humildade no dia-a-dia, na nossa vida e isso considero difícil....

Antes de começarmos, vamos recorrer ao nosso bom amigo dicionário.... Segundo o Dicionário Michaelis On-line: Humildade é: 1-Virtude com que manifestamos o sentimento de nossa fraqueza. 2-Modéstia. 3-Pobreza. 4-Demonstração de respeito, de submissão. 5-Inferioridade.

Após esse conceito nos voltemos às nossas vidas...

Hoje vivemos num mundo material de provas e expiações, no qual buscamos a sobrevivência e a competição constante, quer seja no trabalho ou em nossas buscas individuais. Por isso, alguns, erroneamente, podem levar a palavra humildade com os significados mencionados anteriormente: fraqueza, modéstia, pobreza, submissão e inferioridade. Porém a humildade vai muito além disso. Ela está relacionada com distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade. Ela é uma virtude distinta que não gosta de se mostrar ou aparecer, pois a pessoa humilde não acredita que ela mesma seja humilde. É só lembrar de qualquer conversa com um preto-velho que notamos isso... Uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e a deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.

A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.

A humildade aprecia e valoriza a simplicidade, não busca poder ou prestígio e não tem preconceitos. A humildade é uma das características mais importantes que um médium de umbanda deve ter, pois ela é um caminho para servir ao próximo e a Deus, pois um servo deve ser simples e humilde para bem desempenhar o papel que se propôs a fazer.

Jesus Cristo foi o maior exemplo de humildade no nosso mundo, pois nasceu em uma manjedoura e dedicou toda sua vida a servir.    

Durante meu estudo sobre o tema, extraí e adaptei do texto Humildade x Orgulho (da Equipe de Redação do Momento Espírita) alguns exemplos sobre uma pessoa humilde:

“Quando uma pessoa humilde comete um erro, diz: "eu me equivoquei", pois sua intenção é aprender e crescer.

A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e, por essa razão, tem mais tempo.

A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas. Uma pessoa humilde se compromete e realiza.

A pessoa humilde diz: "eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser".

A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos.

O humilde sempre faz algo além da sua obrigação.

Uma pessoa humilde diz: "deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir".

A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos.

A pessoa humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores. Quem é humilde cresce sempre. A humildade é chave que abre as portas da perfeição.

O humilde reverencia ao Criador todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.

Uma pessoa humilde defende as ideias que julga nobre, sem se importar de quem elas venham.

Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso? É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.

Pensem nisso!!!”

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Finalizando o estudo de hoje, temos uma pergunta: Somos pessoas humildes?

Respondo por mim: Ainda não, mas vou tentar ser!!!!!!

E você ???

 “A Umbanda será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”
(Caboclo das Sete Encruzilhadas, 15 de novembro de 1908.)

Por: Magal

Texto retirado do site:


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O CIÚME NA CASA RELIGIOSA – REFORMA ÍNTIMA



Proponho uma reflexão que acontece muito em algumas casas, O CIÚME DO DIRIGENTE, infelizmente está ai um problema bem complexo e melindroso de ser tratado, o de lidar com os sentimentos das pessoas.

Infelizmente alguns médiuns, acabam que criando um afeto grande pelo seu dirigente, nada teria de mal se esse Amor fosse algo agregador e doador, a tudo e a todos,  mas em alguns casos se torna POSSE, ao ponto desse médium se tornar uma pessoa inconveniente, invasiva no âmbito social que envolve a casa religiosa, alguns médiuns que sofrem desse problema, acabam se tornando um empecilho para o crescimento da casa. Vamos observar alguns aspectos:

*”Roberta está na casa religiosa do Sr. Pedro a algum tempo, o Sr.Pedro é dirigente, pai de santo do Terreiro de Umbanda de Pai Tomás, Roberta é uma filha dedicada, mas infelizmente, sofre de um grande mal, não aceita que ninguém mais se aproxime de Pai Pedro, quando chega algum médium novo ou mesmo consulente e Roberta vê que sua atenção está sendo dividida, ou mesmo seu dirigente está dando mais atenção para outra pessoa que não seja ela, a mesma muda completamente ou se fecha ou simplesmente com brincadeiras pejorativas e de mal gosto ofende as pessoas “alvo” as quais acha que podem tirar segundo seu pensamento o seu lugar na casa, o seu afeto e atenção e esses ataques emocionais vamos colocar assim não acontece somente com pessoas novas na casa, pessoas velhas na casa também se tornam seu alvo“.

E estes tipos de atitude realmente afasta as pessoas, porque ninguém quer frequentar um lugar onde exista uma pessoa má educada, desagradável, ofensiva. Muitas vezes esses tipos de médiuns são orientados quanto a posturas, uns até se corrigem, outros vira e mexe, lá estão eles dando verdadeiras “picadas” novamente, alguns destes tipos de caráter são bem complexos de serem corrigidos.

“OS MÉDIUNS DE UMA CASA RELIGIOSA É SEU CARTÃO DE VISITA, EDUCAÇÃO É BOM E CABE EM QUALQUER LUGAR”.

Brincadeiras são boas quando trazem um conforto, alegria, agregadoras. Brincadeiras de mal gosto, maldosas são totalmente dispensáveis numa casa religiosa, fora que “brincadeiras” devem ser feitas com quem se tem afinidade, com quem se conhece e principalmente com quem lhe deu permissão e liberdade para isso.

Uma casa religiosa tem sim seus momentos de descontração, mas essa liberdade não pode ser confundida com libertinagem.

Médiuns assim deixa toda casa religiosa em situações bem desagradáveis, porque vira e mexe, o assunto envolvendo esses tipos de médiuns vem a baila, tipo: “… desculpa, mas seu médium foi grosseiro comigo….”, coisinhas pequenas, mas que vão se tornando um grande desconforto.

O médium quando tem esse problema ele tem que entender que primeiramente seu DIRIGENTE NÃO É POSSE DELE, e nem OUTRO IRMÃO NO SANTO, subtende-se que a casa religiosa tem que a todos agregar, amparar, encaminhar, e não pode se restringir nem a ninguém e nem a nada que obstrua sua trajetória e missão religiosa.

Infelizmente dentro da casa religiosa o MAL DO CIÚME, PODE AGREGAR JUNTO COM ELE O MAL DA FALSIDADE, e quando começa a ocorrer tais situações envolvendo esse médium, o mesmo já  começa a se tornar um grande problema que caso não se corrija pode sim se desencaminhar, podendo levar a advertências mais severas.

Já vi situações que esse sentimento de posse, ciúme, chegam a proporções tão desagradáveis, ao ponto que o médium ciumento, tenta de todas as formas afastar aquelas pessoas que por ventura lhe sejam um obstáculo, outros procuram chamar a atenção das piores formas, dando verdadeiros espetáculos e fazendo verdadeiras cenas dentro do terreiro para que o seu dirigente lhe conceda a tal esperada atenção.

Ah, meus irmãos o mal do ciúme, muitas pessoas dizem quem AMA TEM CIÚME, será? um ciúme controlado é uma coisa, agora um ciúme doentio é bem diferente.

Médiuns assim devem ser orientados, doutrinados, quanto as suas atitudes e responsabilidades perante ao grupo mediúnico. Primeiramente conscientizando que sua má atitude também expõe os demais.

Pelo menos deve-se tentar fazer entender que suas atitudes prejudicam o crescimento da casa religiosa como um todo.

O ciúme ele muitas vezes mascara outros problemas psicológicos, como uma péssima auto estima, complexos de inferioridade e de segurança, onde o “o meio” que seria o foco desse ciúme”,  pode de uma certa forma ter dado a atenção que essa pessoa nunca recebeu em sua vida, por isso o medo de perder. Mas o que a pessoa se esquece ou não quer ver, e não se permite, é que aquelas pessoas que ele ou ela afasta de seu convívio, as quais vê como algo que vão prejudicá-la pode ser justamente o contrário,  mais uma pessoa para agregar bons sentimentos, amizades, companheirismo, mas a pessoa não quer, não abre espaço para que isso aconteça, porque para ela ninguém mais interessa só o foco de seu afeto.

A Umbanda não está aqui para dar remédios a sãos, e o lidar com o ser humano e sentimentos nunca foi e nunca será tarefa fácil. O dirigente, os guias e mentores investem muito nesses trabalhos de reforma íntima, de caráter e moral, mas infelizmente nem toda batalha é possível de se vencer, e tem casos que quando esse médium não se corrige o bem maior do grupo deve prevalecer, e se esse médium passa a ser um problema de discórdia, fatalmente será convidado a se retirar da casa para que a UNIÃO E PAZ permaneçam, é muito triste quando isso acontece, porque na grande maioria das vezes tudo foi tentado para que aquele irmão(ã) se adequasse a rotina da casa religiosa.

O dirigente ele tem sua parcela de responsabilidade nessas situações, e deve ficar muito atento quando da ocorrência desses EXCESSOS DE ATENÇÕES, vinda de um determinado médium, observando se não está sendo algo exagerado, possessivo e deve sim na medida do possível, corrigir, para que futuramente esse médium não acabe se perdendo em seu próprio ego, porque muitas vezes quando esse médium vê que não está sendo mais o centro das atenções, sua vaidade fica ferida, e é daí que começa as posturas maledicentes, maliciosas, pejorativas e maldosas para com tudo que está a sua volta. Um outro ponto é que muitas vezes esse ciúme pode ser atrelado a um sentimento a mais, onde  aquele médium pode estar confundindo a atenção do dirigente, os sentimentos e passe a olhar para seu dirigente com outros olhos, um problema extremamente grave quando de sua ocorrência na casa religiosa.

UM BOM DIRIGENTE NA MEDIDA DO POSSÍVEL DEVE DAR ATENÇÃO A TODOS IGUALMENTE PARA QUE NÃO HAJA FAVORITISMOS.

AS REGRAS E DEVERES SÃO PARA TODOS.

Esse excesso de ciúme atrapalha IMENSAMENTE EM SEU PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL, porque posturas como essas são atreladas a desvios morais, podendo atrair companheiros espirituais que se sintonizam com tais sentimentos e condutas. Quando essa doença emocional é oriunda de um médium de trabalho, ostensivo na casa religiosa, muitas vezes a única medida cabível é o afastar de suas funções levando o mesmo a um tratamento espiritual para que dessa forma seja cuidado e tratado, e deixe dessa forma de ser um veículo de desequilíbrio espiritual em sua casa religiosa.

Mas como tudo há o outro lado da moeda DIRIGENTES EXTREMAMENTE POSSESSIVOS E CIUMENTOS, são dirigentes que não admitem que seus filhos por exemplo conheçam outras casas religiosas, com medo de os perder, a gente não se perde o que nunca teve, se um médium ele vai em uma outra casa e acha que ali é um lugar melhor para sua trajetória, o dirigente não adianta espernear, ficar bravo, ABENÇOE E DESAPEGUE, evita aborrecimentos, tristezas, demandas desnecessárias, porque é um tal de fazer feitiço para filho que sai da casa, ou aquelas brigas, verdadeiros cabos de guerra para se pegar uma guia, uma quartinha que ficou no terreiro porque o dirigente se recusa a dar, pelo amor de Orixá sejamos ADULTOS. Já soube de dirigentes que quebraram as coisas do médium, cortaram suas guias, é inacreditável tamanha ignorância, só lembrando que um dirigente no mínimo deveria ter um melhor preparo que seu pupilo a nível espiritual e evolutivo, mas na pratica não é bem isso que ocorre.

OS PERTENCES FRISE-SE BEM DAQUELE MÉDIUM X, PERTENCEM A UM ORIXÁ, OFENDE-SE A QUEM MESMO? é uma questão de lógica e raciocínio, vamos deixar a ignorância e orgulho de lado e agirmos dentro do respeito e fé que nossa religião exige. Por favor.

O CIÚME É ORIUNDO MUITAS VEZES DA FALTA DE CONFIANÇA EM SUA PRÓPRIA CAPACIDADE.

Nossa religião exige constantemente que estejamos sempre nos reformando intimamente, volto a dizer que estamos aqui para aprendermos a ser pessoas melhores, refinando nosso caráter, para que sejamos o máximo possível médiuns sérios e conscientes de suas responsabilidade perante a sociedade e grupo religioso. Algumas posturas é no mínimo despropositadas para um médium de Umbanda, simplesmente não se encaixam, não são aceitáveis.

A MUDANÇA E REFORMA ANTES DE SER EXIGIDA NO OUTRO DEVE ANTES COMEÇAR COM A NOSSA.

SEJAMOS ENTÃO O EXEMPLO QUE QUEREMOS VER NO MUNDO, E PRINCIPALMENTE NA RELIGIÃO QUE PROFESSAMOS.

Irmãos não sintam raiva de pessoas que sofrem desse mal, elas simplesmente custam a aprender que o ciúme possessivo é um mal que prejudica a muitos mas principalmente prejudica ainda mais a quem o possui, é um verdadeiro veneno, que consome e adoece. O ciúme tem tirado vidas, destruído lares, famílias, amizades. Na medida do possível tenhamos paciência e vamos trabalhar para sua cura.

“O AMOR É BENIGNO NÃO ARDE EM CIÚMES”

No lugar de sentir ciúmes pelo que o outro está conquistando ou tem, que tal sermos agradecidos pelo que temos  e compartilhar e comungar de suas alegrias? Ficar realmente FELIZ  pelo sucesso do outro. Somos todos irmãos ou isso é só da boca para fora? Lembra que os Pretos Velhos nos ensinam sobre “olho gordo”, que é o pior feitiço? vamos deixar essa bobagem de lado, e vamos ser bons médiuns.

E você meu irmão(ã) que leu esse texto, se identificou em algum trecho? Sim, foi direto no calinho ali. Doeu né? mas é bom essas conscientizações,  bora trabalhar nisso e ser uma pessoa melhor. Pensemos.

Vamos refletir profundamente sobre isso, porque nossos guias e mentores lá do alto agradecem.

Por: Cristina Alves

Texto retirado do site:


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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

DEPRESSÃO NA VISÃO UMBANDISTA.



A depressão é um dos maiores males mentais sofridos pelos seres humanos nesse século. E um dos maiores obstáculos é o reconhecimento dessa doença tão grave, pois sendo ela reconhecida se facilita em um diagnóstico e tratamento.

É dito que infelizmente a metade das pessoas que passam pela depressão nunca tem a doença diagnosticada e tratada, e isso pode ser uma grande ameaça, pois mais de 10% das pessoas que tem depressão chegam ao suicídio.

Desse ponto chegamos sobre o que desejamos expressar nesse texto, ou seja, a visão da Umbanda sobre a depressão.

Quando uma pessoa com o mal da depressão chega a reconhecer sua doença, busca diagnósticos, tratamento, e mesmo assim esse mal não é sanado, podemos salientar que essa depressão não é apenas um mal físico mental, e sim espiritual.

Sabemos que em nosso redor sempre temos companhias espirituais, como por exemplo Entidades de Luz, Irmãos de Luz, Anjos Celestes, espíritos desencarnados que buscam luz para caminhar, enfim vários tipos de manifestações espirituais, assim como também temos ao nosso redor manifestações de espíritos sem luz, Kiumbas, Eguns, Zombeteiros, vampirizadores , que a todo momento estão dispostos a encontrar uma fraqueza nossa para poderem se aproximar, se instalar e dominar nossa mente.

E essas fraquezas podem ser nossos atos, ações, pensamentos, vícios, sentimentos, ou seja, tudo que não é de acordo com a caridade, a humildade, a paz, o amor e a fé, se tornam armas contra nós mesmos, e levando energias a esses obsessores.

Entre tantas coisas que esses obsessores tomam para essa aproximação, uma das mais intensas é a depressão, que nós seres encarnados podemos ter, e nos deixar ser tomados pelas energias más desses seres obsessivos.

A depressão pode ser reconhecida pelos seguintes sintomas: 
  • Tristeza. 
  • Perda de interesse por coisas que antes você gostava. 
  • Falta de energia
  • Dificuldade de concentração. 
  • Dificuldade de tomar decisões. 
  • Insônia ou sono em excesso. 
  • Problemas no estômago ou na digestão. 
  • Sentimento de desesperança. 
  • Dores sem motivo aparente. 
  • Mudança no apetite, levando ao ganho ou à perda de peso. 
  • Pensamentos de morte, suicídio e auto mutilação. 
  • Tentativa de suicídio.

Como vimos acima esses sintomas podem diagnosticar a depressão, mas pode diagnosticar também a obsessão, e obsessores se utilizam desses sintomas da depressão para agravar ainda mais o quadro da pessoa depressiva, sempre com o intuito maior que é a de levar essa pessoa ao suicídio,. que seria o maior objetivo dos obsessores.

E porque esses obsessores tem esse objetivo?

Sabemos que somos um espírito, e que no momento estamos encarnados, e sabemos também que como encarnados somos falhos demais, essas nossas falhas nos faz dar aberturas a obsessores, essas aberturas dão a esses obsessores energias, energias essas que faz com que esses obsessores levem mais e mais maldades a nosso planeta.

Só que obsessores e vampirizadores desejam algo maior que só levar essas maldades a nossos irmãos, eles desejam escravizar as almas deles, e um modo mais concreto para isso é fazer com que as pessoas tirem por vontade própria o seu bem maior, ou seja a própria vida.

O suicídio é a grande arma para obsessores e vampirizadores terem sempre escravos a seu domínio, e a depressão é o melhor caminho para esses seres chegarem ao objetivo final, pois ela, a depressão, faz com que as pessoas percam toda e qualquer ligação com seu bem maior, a vida dada pelo Pai Maior, nosso amado Deus.

Muitas pessoas mal informadas tem como praxe em dizer que a mediunidade pode trazer depressão, porém isso é inexistente, todo tipo de depressão, todas as formas da doença podem ser tratadas em uma casa de Umbanda, com o médium fazendo seu desenvolvimento mediúnico e espiritual de forma correta e honesta, frisando que em casos de depressão físico mental, a Umbanda e o desenvolvimento auxiliam extremamente, porém nunca podemos deixar o tratamento médico terreno, um especialista no caso é essencial.

Consideremos a mediunidade como recurso de evolução e a depressão como uma doença cuja causa repousa nas velhas atitudes morais do médium.

Mediunidade não causa depressão. Entretanto, é frequente encontrarmos médiuns portadores de sintomas depressivos. Nesse caso, a aplicação da mediunidade ou, como é mais conhecido, o desenvolvimento mediúnico pode ser terapêutico, amenizando as dores do deprimido. Apenas amenizando-os, fique claro! Ainda assim, a cura da depressão não virá do exercício mediúnico e sim da reeducação emocional do deprimido por meio da mudança de condutas que alicerçam o núcleo moral da depressão.

Finalizando, a depressão é realmente uma doença grave, devemos entender que ela pode nos levar as mais profundas tristezas, e que essas tristezas que temos são utilizadas por obsessores para diversos fins, principalmente para nos levar ao suicídio. Portanto devemos buscar um diagnostico coerente, um tratamento médico terreno, e um tratamento espiritual, para nos fortalecer e não deixar jamais que obsessores se usufruem dessa nossa fraqueza para tomar nossas almas, e assim nos deixar eternamente nas mãos desses vampirizadores.

Devemos erguer nossa fé, crer no Pai Maior, em seus Anjos e nas Entidades de Luz, que assim certamente teremos forças para a mudança em nós mesmos, e assim vencer a depressão e os obsessores.

Uma luta é vencida com muita boa vontade, entendimento, fé em Deus e em nós mesmos.

Lute sempre para vencer a depressão, nem ela nem obsessores tem mais poder do que sua fé e sua força de vontade.

Reflita!

Por: Carlos de Ogum

Texto retirado do site:


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O PRÍNCIPE E A ANDORINHA, UMA HISTÓRIA SOBRE O APEGO



Com esta história sobre o papel que o apego exerce em um casamento, queremos refletir sobre os mecanismos dessa ligação que nos causa tanto sofrimento. Ela nos afeta profundamente quando tentamos controlar e dominar o outro, colocando como desculpa o amor.

Qual é a diferença entre amor e apego? Por que nos confundimos? Como o apego influencia negativamente os nossos relacionamentos?

“Quando estamos ligados a algo ou a alguém sempre há medo, medo de perder o que temos. Sempre existe essa sensação de insegurança”.
-Jiddu Krishnamurti-

O príncipe passava os dias olhando pela janela esperando que algo novo acontecesse. Tinha somente um servo que se encarregava de fazer as compras e manter o castelo limpo. “Que vida aborrecida”, ele suspirava.

Em uma manhã de abril, uma andorinha pousou na sua janela. “Oh, que criatura pequena e delicada”, disse o príncipe. A andorinha o presenteou com uma curta melodia e se foi. Ele ficou maravilhado: o seu canto parecia ser o mais lindo do mundo e a sua plumagem a mais original. Um ser único!

A andorinha retornou

O príncipe aguardava ansiosamente o seu regresso. O dia tão esperado chegou e a andorinha voltou para cantar outra canção. Ele ficou muito feliz e pouco antes da andorinha voar novamente se perguntou: “Será que ela está com frio?

Na terceira vez que o pássaro voltou, o príncipe se preocupou se ela estava com fome. Nos dias seguintes, ele se dedicou a construir uma casa para a andorinha. Ele mandou o seu servo comprar madeiras, pregos e caçar insetos. Finalmente, depois de várias tentativas desajeitadas, exigiu que o servo construísse a casa. “Pássaro maldito”, murmurava o servo.

Colocou dentro da casa os insetos, a água e tecidos de seda para fazer uma cama. Quando a viu pousada no parapeito da janela, aproximou a casa e ficou observando como ela bebia a água e aproveitava a comida que ele havia preparado. “Você gosta destes insetos, minha doce andorinha? Eu os cacei para você”. Com um breve trinado a andorinha pareceu concordar e retomou o seu voo.

O príncipe precisa lidar com a incerteza

A andorinha não voltou e o príncipe foi invadido pela ansiedade. E se ela nunca mais voltar? E se encontrar uma casa melhor? Talvez outros príncipes tenham construído casas melhores e caçado os insetos. Não podia permitir. Não existia uma andorinha igual a essa no mundo!

O príncipe passou dois dias sem dormir e sem pensar em outra coisa, até que decidiu fabricar uma porta com cadeado para a pequena casa. Quando a andorinha voltou e entrou para provar a comida, o príncipe trancou a porta. “Eu te amo, nunca mais lhe faltará água, comida e não sentirá frio”, disse ele.

Um pouco confusa, a andorinha se deixou levar, a princípio pela comodidade. Aproveitava o calor da sua nova casa e tinha comida ao seu alcance, sem precisar farejar entre as plantações para consegui-la.

O príncipe colocou a gaiola na sua mesa de cabeceira para cumprimentar a andorinha todas as manhãs ao acordar. “Você é a minha andorinha, cante uma linda canção para mim”, ele dizia. “Essa vida não é tão ruim”, pensava a andorinha e cantava lindamente. Mas, com o passar do tempo, a sua música foi se apagando, até que ela emudeceu.

A andorinha perdeu o seu canto

– “Você já não canta mais?”- perguntou o príncipe surpreso. “Você me fazia muito feliz quando cantava.”

– “Minha canção era inspirada pelo fluir do rio, pelo som do vento nas árvores, pelo reflexo da lua nas rochas das montanhas. Eu era feliz, mas agora nesta gaiola, não encontro motivos para cantar.”

“Eu faço isso porque te amo” – dizia o príncipe. “É perigoso andar sozinha por aí. E se acontecer um acidente? E se não encontrar comida? E se um caçador atirar em você?”

– “Quem? O que é um caçador?” – questionava ela.

– “Eu cuido de você e a protejo, aqui está a salvo de qualquer perigo.”

Um dia, o príncipe acordou sobressaltado. Foi acariciar a andorinha e a encontrou morta.

Com muita raiva, chamou o seu servo e o despediu, porque certamente um dos insetos que ele caçara a tinha matado. O fato de ter encontrado um culpado não o consolou; se sentia ainda mais sozinho e impotente do que antes da andorinha aparecer. Até que outra andorinha pousou na sua janela e cantou uma canção: a mais linda canção que ele já havia escutado.

O apego exagerado acaba com o amor

Esta história fala sobre como funciona o apego nos relacionamentos de casal e nos mostra como muitas vezes os nossos medos se impõem aos desejos e direitos do outro. Quando tentamos transformar as pessoas, as afastamos da sua essência e da sua felicidade. Fazemos tudo por elas e, sem nos darmos conta, estamos prejudicando as pessoas.

Diante de uma situação de solidão ou vazio podemos assumir a responsabilidade e sair dessa situação por nós mesmos, ou então responsabilizar o parceiro e estabelecer uma relação de dependência.

O apego pode nos confundir e exagerar as qualidades do ser amado; passamos a acreditar que ele é um ser único e insubstituível. Isto aumenta a nossa ansiedade pelo fato de imaginarmos a sua possível perda. Com a desculpa de proteção ou bem-estar, podemos privar o outro da sua liberdade.

Esta é uma história sobre o apego, mas é também uma história de amor.  Amar é aceitar e respeitar a maneira de ser do outro, desejar a sua felicidade antes de pensar nas nossas necessidades. É preciso deixá-lo voar como as andorinhas, caso precise e isso o faça feliz.

Texto retirado do site:


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