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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

UM PERIGO QUE RONDA TODOS OS MÉDIUNS



Sempre que falamos de mediunidade, como estamos fazendo em nosso site, falamos dos tipos de mediunidade e de como ela se processa. Tratamos de sua definição e de suas particularidades dentro de nossa querida Umbanda. Entretanto é preciso fazer um alerta para a reflexão de todos os médiuns! Sempre ressalto e tento demonstrar que ser médium não é possuir um dom, ser especial, ser melhor que ninguém. Ser médium é possuir uma faculdade e ao mesmo tempo uma missão, e como toda missão, ela vem acompanhada de muita responsabilidade.

No entanto não podemos confundir essa nossa missão com um mediunismo missionário, ou seja, que somos enviados diretos dos Orixás, escolhidos. Estes tipos de médiuns são, obviamente, raros e a simples presença dessas pessoas nos inspira, nos emociona e nos transforma. Médiuns missionários são aqueles que estão moralmente muito mais equilibrados do que nós, possuem um amor verdadeiro e nato, possuem a verdadeira sabedoria.

Desta forma como entender a nós? Somos médiuns de expiação, médiuns que tiveram a graça de receber a faculdade da mediunidade para expurgar os karmas, uma oportunidade para acelerarmos nossos resgates, uma forma a mais para que possamos nos deparar com espíritos amigos ou com antigos desafetos e, juntos, buscarmos um caminho de luz e de paz. Somos assim pessoas normais, com um mesmo fim: a busca da verdadeira felicidade.

Assim por sermos espíritos endividados, por não sermos criaturas “aladas”, especiais, devemos cuidar muito de nosso desenvolvimento moral. Pois só com muito suor e força de vontade que um dia nos tornaremos médiuns missionários, e assim seremos médiuns melhores, e com certeza mais capazes de fazermos valer a vontade dos Orixás. Por sermos assim tão normais, é que muitos médiuns se perdem no caminho, começam a vender suas faculdades, percebem que podem manipular as energias, conseguem magnetizar pessoas e objetos e essa sensação de poder faz com que o orgulho cubra os olhos da carne e da alma.

Não são poucas as histórias de médiuns envaidecidos e que acreditam ser super-homens, e assim estarem acima do bem e do mal e por isso poderem fazer uso de suas faculdades da forma que melhor lhe convierem. Não são poucas as histórias de umbandistas, de pais e mães-de-santo, e outros médiuns de outras religiões, que acabaram perdidos. Tudo porque não conseguiram ter a humildade necessária para a tarefa mediúnica e, assim, caíram no caminho do orgulho.

Diante disto, nossa tarefa emergencial, urgente mesmo, é zelarmos para que possamos controlar e lutar incessantemente contra o nosso orgulho. Uma tarefa difícil, mas possível. E para isso poderemos contar com nossos queridos guias espirituais, basta realmente encararmos nosso orgulho e pedirmos para que ele seja derrotado pela verdadeira e nobre humildade.

O médium orgulhoso acredita que pode mais e melhor que o seu irmão de gira. Acredita sempre que tem razão, que os outros médiuns têm muito o que aprender com ele. Os ensinamentos dos outros sempre estão equivocados, pois não é o mesmo do que o dele, assim como ele é sempre o certo não consegue mais absorver ou reciclar seus conhecimentos. Por isso o médium nesta fase escuta muito pouco, e sempre quer falar muito. Escutar não é necessário, pois ele já sabe. Não permite que a entidade lhe fale, e lhe mostre como fazer, pois sua mente embriagada do orgulho acha que já conhece o caminho. Quando não lhe é dado toda a atenção se zanga, e tem certeza que se trata de uma perseguição, ou então deve ser ciúmes de suas qualidades.

É típico desses médiuns aprenderem receitas, lerem e decorarem pontos riscados, banhos e “ebós para todos os fins” e passam a “receitar” estas simpatias em todo o lugar que andam. Este é um caso mais avançado do orgulho que extrapola as correntes de uma gira.

Diante deste quadro o médium vai se afastando de seus guias, deixando de escutar os verdadeiros emissários dos Orixás, e permite que espíritos menos evoluídos deixem se passar por mensageiros. A mistificação será uma questão de tempo.

Não conheço ninguém que não deva cuidar de sua mente para que não seja corrompido pelo orgulho. Esse mal assombra a todos, mas quem conseguir vencê-lo dará passos decisivos rumo a sua iluminação.

Por isso peço que os Orixás enviem seus emissários e mensageiros para nos proteger e iluminar quanto a este mal que nós mesmos criamos e cultivamos que se chama orgulho. Em especial que os Pretos-Velhos possam nos mostrar com seu exemplo, suas energias e sua sempre simples e profunda conversa, o caminho para a humildade.

P.S. Se você leu este texto e o tempo todo pensou em outra pessoa que não você mesma, leia de novo, pois com certeza este texto serve para você. Julgar os outros acreditar que este ou aquele é um médium orgulhoso, é uma clara demonstração do orgulho, pois acha que é capaz de julgar o seu semelhante. Este também é um alerta, cuida de julgar os seus atos, e para os atos dos outros a única coisa que você pode fazer é rezar para que os Orixás os iluminem, e que você agindo de forma humilde seja um exemplo em seu meio


Por: Jaqueline Caldart

Texto retirado do site:


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A HOMOSSEXUALIDADE NA VISÃO DA UMBANDA




Antes de começarmos esse texto gostaríamos de frisar que o tema que falaremos hoje, não tem nenhuma ligação com a visão social ou com a opinião pessoal de um ou de outro. Esse texto é uma visão espiritual umbandista, ou seja, o que é ensinado ou demonstrado dentro do dogma descrito. Estamos frisando isso, pois não desejamos ser taxados como incoerentes, preconceituosos, radicais, ou mesmo que não nos importamos com o que é feito ou dito, dentro e fora do terreiro pelos filhos de nossa casa ou mesmo por consulentes assíduos.

Devemos entender primeiramente que esse fato não se limita apenas como a explicação obtida em dicionários, ou seja:

"Significado de Homossexualismo: Substantivo masculino.
Psiquiatria: Refere-se aos que se sentem atraídos (sexualmente e/ou emocionalmente) por pessoas do mesmo sexo. Que pratica relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. “Pessoa que se envolve tanto sexualmente quanto emocionalmente com pessoas do mesmo sexo.”

Como podemos observar na explicação obtida em alguns dicionários, tudo se limita aos relacionamentos e relações sexuais com alguém do mesmo sexo, porém isso só é visto a grosso modo, pois dentro da Umbanda se deve olhar mais profundamente caso a caso. 

Na mente do ser humano, quando se fala de homossexualidade, nasce à imagem apenas de uma relação sexual, inclusive na mente do próprio homossexual, e assim se cria o preconceito, a intolerância, a promiscuidade, enfim, sentimentos e vícios que sempre vão atrasar a evolução espiritual.

Outra coisa que devemos entender é que nos tempos modernos temos dois tipos de homossexualidade:

1ª A que é estabelecida pela "moda atual", ou seja, muitas pessoas se dizem homossexuais apenas para fazer parte de um grupo. Talvez acreditem que possam ser, porém é mais para atacar a sociedade hipócrita do que realmente ter uma alma feminina em corpo masculino ou vice-versa. Porém não falaremos desse grupo, pois como sabemos isso é livre arbítrio, e a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos.

2ª A homossexualidade de alma, ou seja, a pessoa nasce realmente em um corpo masculino e com a alma feminina ou vice-versa, e é sobre esse grupo que falaremos.

Para a Umbanda essa questão vai muito além da relação sexual, a questão envolve afetividade, relação de atração, relação de amor a outra pessoa na qual dedicamos carinho verdadeiro, construir uma vida.

Devemos pensar antes de tudo que o espírito não tem gênero, pois não são criados por Deus como masculino ou feminino, e será que em nossas inúmeras reencarnações sempre vestimos a roupagem de um só gênero?

Certamente tivemos e teremos ainda diversas reencarnações, e reencarnaremos em diversas roupagens materiais, sendo algumas vezes essas roupagens sendo masculina e em outras vezes feminina; entretanto temos a maior tendência em reencarnarmos em determinada roupagem.

Porém devemos entender que estamos aqui para evoluirmos, e essa evolução deve ser feita de acordo com a vontade e os ensinamentos de Deus, nosso Pai Maior, e devemos aceitar sem revelias o que está em nosso destino de crescimento espiritual.

A Umbanda nos ensina que muitos casos de homossexualidade verdadeira, ou desencarnamos em uma roupagem masculina e reencarnamos em um tempo considerado curto, em uma roupagem feminina, ou vice-versa, que esse tempo foi tão curto que o espírito não entendeu os novos hábitos, mesmo estando em um corpo contrário do referente ao espírito, ou que viemos reencarnando por séculos e séculos em uma mesma roupagem, e devemos passar por outra para podermos evoluir e dar continuidade ao trabalho dessa evolução, para aprendermos algum tipo de lição que ainda nos resta, como o aceite aquele corpo tão diferenciado do espírito que estamos acostumados a demonstrar.

Em casos assim devemos refletir da seguinte maneira, se Deus nosso Pai Maior, nos deu a missão de seguirmos a caminhada evolutiva em um corpo diferente daquele que nosso espírito possa estar ligado, talvez estejamos indo contra a Deus e suas lições quando por falta de informações, transformamos nosso corpo de acordo com a roupagem que nosso espírito estivesse acostumado em reencarnações passadas, pois certamente necessitamos vir de forma diferenciada do costume espiritual para termos novas lições e aceites.

Vamos dar um exemplo básico do que foi dito acima para ficar mais claro:

Imaginemos um espírito que por séculos vem com a roupagem feminina, e nesse tempo de encarnação e reencarnações esse espírito é reprimido por espíritos em roupagem masculina em diversas épocas diferentes. Essa repressão faz com que cresça rancores e sentimentos de ódio, e esses sentimentos atrasam a evolução espiritual desse ser. Nesse ponto Deus decide que esse espírito deverá passar por uma reencarnação na roupagem masculina, para entendimento sobre o ser que odeia, e assim buscar a retirada dos sentimentos adversos de reencarnações passadas. E assim é feito conforme a vontade de Deus, uma roupagem masculina, com uma alma acostumada com a forma e hábitos femininos. Porém esse ser não consegue dentro de si aceitar essa missão de evolução, e busca a entrega de transformação da roupagem decidida por Deus a uma roupagem na qual o espírito está acostumado, e ai vem à entrega a homossexualidade, e claro a perda da chance de evolução pretendida por Deus a nós, evolução essa necessária para alcançar mais um patamar no degrau espiritual que nos leva a busca de uma perfeição, com objetivo de chegarmos a Deus e a não reencarnação novamente, pois o grande objetivo dos espíritos é não precisarmos mais reencarnar.

E ai perguntamos: Isso tudo não seria pecado?

Não posso dizer nem que sim e nem que não, pois a Umbanda não está ligada a pecados, e sim ligada no livre arbítrio de cada um, ou seja, errado ou não, todos nossos atos e ações serão cobrados ou vão ser bonificados na hora do desencarne de cada um de nós, para a demonstração do quanto tivemos de evolução na reencarnação que está se findando, ou seja, isso não é apenas ligado à homossexualidade e sim a tudo que nosso livre arbítrio possa estar preparado para decidir.

Portanto a visão da Umbanda é acima de tudo respeitar todos os seres, independente de opção sexual, cor, raça, posição social ou econômica.

Sendo assim a homossexualidade para a Umbanda é irrelevante, pois o aceite da missão dada por Deus, só pode ser bonificada ou cobrada à própria pessoa que recebeu a missão de evolução, e se essa pessoa por um acaso pedir orientações a qualquer Entidade de Luz da Umbanda sobre esse fato, certamente vai ser mostrado o porquê disso ou daquilo, mas jamais será cobrado ou julgado.

A Umbanda jamais dirá que um filho ou filha que seja homossexual deverá ser tratado, curado, ou que está "endemoniado", jamais dirá que esse filho ou filha não poderá frequentar seus terreiros, casas, barracões ou templos, pois a Umbanda está de braços abertos a todos.

A única coisa que a Umbanda e suas Entidades de Luz podem desejar demonstrar a um filho homossexual é que a homossexualidade não pode ser confundida com promiscuidade, e infelizmente muitas e muitas pessoas acreditam que essa ligação é o que rege o gênero, fazendo assim acontecer uma grande falta de respeito com o próprio corpo e certamente com o próprio espírito.

A Umbanda ama seus filhos acima de tudo, de todos os sentimentos, de todos os atos e ações.

E porque não amar sendo um desses filhos homossexual?

Sabemos que muitos deles já travam suas próprias batalhas interiores, sabemos também que muitos espíritos aceitam os novos corpos onde farão essa nova jornada terrena, porém outros espíritos não aceitam os corpos que reencarnaram, fazendo assim um conflito emocional enorme.

Sendo assim porque qualquer dogma ou religião deveria ver um homossexual com olhos diferenciados a um heterossexual, por exemplo?

Certamente muitos já tem pensamentos e emoções suficientes para ter com o que se preocupar. E sendo assim será que cabe a nós ou a Umbanda, ou a qualquer religião julgar seus atos ou atitudes?


Logicamente não!

E nessa colocação é que a nossa amada Umbanda demonstra que sua visão para a homossexualidade é a mesma do que para a heterossexualidade, para qualquer pessoa, de qualquer raça, qualquer cor, qualquer grau de instrução, qualquer nível social e qualquer nível econômico, ou seja, portas abertas, amor e caridade a todos que buscam a Umbanda, seus Orixás e suas Entidades de Luz.


Por: Carlos de Ogum

Texto retirado do site:


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CAPACIDADE



Quando os Orixás me olharam e me mandaram zelar por sua casa e filhos eu não gostei, confesso. Me achava despreparado e leigo demais, jovem demais pra gerir pessoas mais velhas do que eu, seus conflitos e dissabores, lidar com a vida de uma porção de pessoas carentes de ajuda e atenção. Porque é fato: a maioria das pessoas só recorrem a um terreiro quando estão em desespero, quando acham que Deus lhes virou as costas ou quando por si sós já não conseguem alcançar seus objetivos e pensam que fazendo um despacho a solução virá. Me achava pequeno demais para mudar essa situação, com toda razão.

Mas como sempre descubro que o tempo é senhor da razão e o astral está sempre certo, aprendi que nunca estive pronto mesmo para resolver todos aqueles problemas, mas aprendi também que não cabe a mim resolvê-lo, minha parte é ensinar as pessoas a pensar e a notarem que quem faz as coisas por elas são elas mesmas. do contrário, para que o livre arbítrio, tido por todos como a maior dádiva concedida aos homens por Deus? Meu discurso é simples:  ninguém fará nada por você, nem homem e nem Orixá. Estão todos aqui para ajudá-lo, para te indicar o melhor caminho que você trilhará. Só isso.

Um discurso simples que implica em ações longas e muitas vezes duras. Minha proposta sempre foi a de tirar as pessoas de sua zona de conforto, de ensiná-las - médiuns e assistência - que nem sempre eles ouvirão o que esperam ouvir e que podem mesmo assim ficar bem com aquilo que precisam, não aquilo que querem. Pode até ser que nas primeiras vezes não se sintam "abraçados" pelo sacerdote, mas verão que estão se tornando muito mais capazes do que eram quando mimados, quando tinham apenas o pão e o circo.

Me chamem de frio, de excessivamente pragmático ou o que for, mas pensem: vocês se sentem mais capazes?

Axé.

Por: Cláudio Corrêa

Texto retirado do site:

http://serumbandista.blogspot.com.br

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Envie para dorgoguara@gmail.com

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

O TERREIRO RESPIRA, PULSA E... TAMBÉM SOFRE




Imagine que você mora em uma localidade infestada de bandidos da pior espécie, onde os “chefes” do tráfico tentam impor sua vontade aos moradores através do medo, da agressão e das ameaças. Imagine, também que, apesar disso - e mesmo morando lá – você monte em sua casa um núcleo de resistência à ação dos bandidos, acolhendo as pessoas que já foram agredidas, encorajando a população local à resistir e a NÃO OBEDECER aos comandos do tráfico e, ainda tornando público para toda a comunidade que você NÃO TEM MEDO e que VAI CONTINUAR LUTANDO SEMPRE contra qualquer tipo de ameaça!

Assustou? Agora, para completar, imagine que, além da sua periculosidade, esses bandidos ainda tenham o “dom” de serem invisíveis, e poderem estar em qualquer lugar sem serem facilmente percebidos; até mesmo te acompanhando no seu dia a dia e observando tudo o que você e sua família fazem... Dá pra visualizar?

Pois bem! Assim é o dia a dia de um terreiro de Umbanda! A população sofrida é toda aquela gente que chega à casa todos os dias, cheia de problemas, de desequilíbrios energéticos e de obsessões; e os bandidos são, justamente, os espíritos que as obsidiam, causando nelas doenças, dores, insucessos, sentimentos negativos, depressão, pensamentos suicidas, estímulo ao uso de drogas e tantas outras coisas daninhas. A casa socorrista é o próprio terreiro, e quem socorre é o conjunto mediúnico da casa, orquestrado pela direção espiritual.

Da mesma forma que, lá naquela comunidade do exemplo, os bandidos tentariam usar as armas que possuem – nesse caso, pistolas, fuzis e agressão física direta – para acabar com o núcleo de resistência, em se tratando de ações espirituais, os obsessores também tentarão utilizar as armas de que dispõem. Não serão pistolas e fuzis mas, às vezes, armas muito mais perigosas e letais, porque não atacam somente o corpo físico; atacam o físico e o espiritual, com o agravante de ainda poderem utilizá-las na surdina, ocultamente, já que não podem ser vistos pelos médiuns de regra geral, o que, muitas vezes, dificulta a solução porque o próprio médium se recusa a acreditar que possa estar sendo atacado por um espírito desse tipo.

Obviamente que, lá naquela casa da comunidade infestada de bandidos, ninguém seria irresponsável em montar um núcleo de resistência sem ter o mínimo de segurança em suas portas. No terreiro acontece a mesma coisa: há uma série de seguranças e defesas instaladas para impedir o acesso dos bandidos espirituais, além da guarda incansável de nossos Exus de Lei, os guardiões por excelência. Mas, assim como, lá na comunidade, um ataque maciço pode, eventualmente, furar as barreiras de defesa, em um terreiro, um ataque espiritual de grandes proporções também pode, ocasionalmente, fazer com que espíritos negativos penetrem e consigam causar algum estrago.

Baseado no que já falamos, alguns pontos ficam evidentes e devem ser bem compreendidos:

O terreiro de Umbanda é uma casa socorrista que acolhe pessoas e tenta auxiliá-las a resolverem seus problemas espirituais e a serem melhores a cada dia.

Devido a esse trabalho, o terreiro de Umbanda contraria os planos do astral inferior e, por isso, chama a atenção de bandidos espirituais que NÃO DESEJAM que ele continue suas atividades.

Por desejarem ACABAR com o terreiro, os bandidos espirituais utilizam-se das armas que tiverem à disposição, sem qualquer pudor, receio ou restrição.

Sendo assim, o terreiro de Umbanda luta DIARIAMENTE contra muitas forças maléficas, negativas, às vezes MAIS CRUÉIS – e também covardes - que o pior bandido encarnado que conhecemos.

Em resumo, muitas das demandas espirituais que os terreiros de Umbanda enfrentam têm essas situações em comum. Mas, ainda assim, há detalhes que merecem e devem ser conhecidos de todo trabalhador umbandista.

O primeiro deles é que um terreiro de Umbanda SÓ NÃO SOFRE ATAQUES se não oferecer riscos aos bandidos espirituais; ou seja, se apesar da aparência, da pompa, do nome e dos rituais, não tiver uma base espiritual sólida, conduzida pelos bons espíritos e firmemente direcionada à prática da caridade, ao auxílio e à instrução. E isso não tem relação com o tamanho do terreiro, nem com o número de médiuns e nem com a aparência da casa. Simples ou ricos, grandes ou pequenos, com muitos ou com poucos médiuns, há terreiros que se empenham verdadeiramente na prática da caridade e no combate ao mal e – por isso – são atacados pelo submundo astral; e outros que se empenham mais em coisas que, verdadeiramente, pouco têm de espiritual e, portanto, não configuram ameaça aos maus espíritos, nem lhes chamam atenção.

É óbvio que quando um terreiro chama a atenção do submundo astral como um núcleo de resistência à sua ação e que, por isso, deva ser derrotado, o alvo principal é sempre o seu dirigente, pois os maus espíritos sabem que, na maioria das vezes, ele é o pilar de sustentação moral, espiritual, financeira (ou tudo junto) daquela casa e que, caindo, tudo ao seu redor desmorona. Só que, normalmente, a casa só é séria e voltada à prática do bem – a ponto de incomodar os obsessores -, se o dirigente já tiver essa consciência e o compromisso espiritual como princípio básico, como filosofia adotada em primeiro lugar PARA SI e estendida, por consequência, ao templo que coordena; afinal, espiritualmente, não há como uma pessoa construir uma obra que não reflita o que ela realmente sente.

Dessa forma, por ter consciência e determinação espiritual firmes, os espíritos negativos, normalmente, encontram dificuldade em assediar diretamente o dirigente; mas não desistem por causa disso, e usam de outros caminhos para conseguirem o que querem. Se não conseguem atingir o dirigente de forma direta, procuram outras maneiras de, aos poucos, irem minando seu ânimo, sua saúde, sua paciência e todas as outras coisas que o ajudam a manter-se decidido ao trabalho. E, todo dirigente, por mais comprometido e consciente que seja, têm três pontos de vulnerabilidade, ou seja, três fatores que, de uma forma ou de outra, se não estiverem fluindo satisfatoriamente poderão interferir e até acabar com o seu trabalho mediúnico. E os maus espíritos sabem disso!

O primeiro ponto fraco é a família. Não podendo atacar diretamente o dirigente, os obsessores sabem que se conseguirem causar confusões familiares e até crises conjugais, poderão abalá-lo emocionalmente a ponto de afastá-lo do trabalho espiritual. E normalmente começam a atuação pelo mais fraco da família, pelo mais irritadiço, pelo que menos compreende e se envolve com o trabalho no terreiro, criando pequenas cobranças e discussões em casa, principalmente quando o assunto tende ao trabalho espiritual. Não sabendo administrar essa situação, eventualmente, o dirigente poderá acabar ficando em uma “saia justa”, tendo que optar entre família e terreiro. Já vi terreiros acabarem por causa disso, e já vi também, casais se separarem por essa falta de entendimento.

O segundo ponto fraco são as finanças. Os maus espíritos sabem que sem dinheiro não há como continuar com as portas do terreiro abertas. E, como, na maior parte das vezes, a escora financeira de muitos terreiros de Umbanda é o próprio dirigente, não conseguindo atuar diretamente sobre ele, atuam sobre companheiros de trabalho e superiores hierárquicos para que ele seja mal entendido, mal observado, preterido e dispensado e, consequentemente, suas finanças sejam atingidas. Essa é uma situação bem complicada, porque não dependerá, direta e exclusivamente, de algo que o dirigente possa fazer, já que envolve ação e livre-arbítrio de outras pessoas.

Antes de falarmos do terceiro ponto, haveria também, um outro “calcanhar de Aquiles”, que seria a saúde. Mas, os obsessores sabem que, nem sempre isso é condição para o dirigente encerrar seu trabalho mediúnico. Eu mesmo já soube de casos de dirigentes que, mesmo acamados, ainda comandavam seus trabalhos sem perder o ânimo e a fé. Por isso não enquadro os problemas de saúde como empecilho ou ponto de vulnerabilidade do dirigente consciente e comprometido com suas responsabilidades.

Mas o terceiro ponto sim, é bastante importante e comum; e pode fazer fechar as portas do templo. Tendo certa dificuldade de atacar diretamente o dirigente, os maus espíritos procuram possíveis vítimas dentre os frequentadores do próprio terreiro; aqueles de quem possam se aproximar e inspirar pensamentos e sentimentos negativos; e que, uma vez lá dentro - tal qual uma bomba levada por um espião para ser detonada no interior da fortaleza -, possam disseminar discórdias e conflitos entre os demais médiuns, pois sabem que, conseguindo isso, enfraquecerão as defesas espirituais e energéticas da casa, além de minarem emocionalmente o próprio dirigente, que terá que gastar energia e ânimo dirimindo conflitos aqui, apaziguando ali, levando entendimento acolá.

Os primeiros alvos, após o dirigente, são os médiuns mais desenvolvidos, pois os obsessores também sabem que muito das defesas espirituais da casa são fortalecidas pelos trabalhos de seus Guias e que, normalmente, os mais desenvolvidos são mais antigos no terreiro, tendo construído, com isso, pelo próprio tempo de convivência, acesso mais facilitado às emoções do dirigente. Se não conseguirem mexer diretamente com seus pensamentos, despertando ira, raivinhas em relação a um irmão de terreiro e mal-entendidos, tentarão de outras formas, estimulando o desânimo no trabalho espiritual, a vontade de sair da casa e até mesmo aquelas mesmas questões familiares e profissionais citadas em relação ao dirigente, como as discussões no lar, dificuldades e desemprego.

Depois do dirigente e dos médiuns mais desenvolvidos, o terceiro alvo – e que é o mais comum de ser inicialmente afetado – são os médiuns mais novos, que ainda não conhecem bem o que é o trabalho com o mundo espiritual e ainda não têm consciência de suas responsabilidades para manterem-se livres de assédios malignos, além de não conhecerem o poder de atuação do submundo astral. Por isso, geralmente não acreditam que possam estar sendo utilizados por forças maléficas para acabar com o terreiro e, muitas vezes, não são vigilantes em relação aos seus próprios sentimentos, pensamentos e atitudes, virando presas fáceis desses bandidos espirituais.

Entre médiuns assim, com a consciência espiritual ainda em desenvolvimento, é muito fácil fazer com que a visão de um deslize de um irmão de terreiro se transforme em algo gritante e insuportável. É fácil suscitar discussões, mal-entendidos, fofocas, formação de grupinhos e coisas semelhantes. É fácil, também, pela sua condição, estimulá-los a frequentar alguns lugares de baixas vibrações para que, depois, ao entrarem no terreiro, possam levá-las até lá, poluindo o ambiente espiritual com energias espúrias. É fácil, também, despertarem pensamentos de que “o terreiro é fraco”, “aqui não é o meu lugar”, “não estou com vontade de ir hoje”, “nada está melhorando” e outros semelhantes, assim como – nos mais suscetíveis – despertarem atrações sexuais por outros médiuns de corrente – até durante os trabalhos -, desviando a atenção da atividade espiritual e causando situações energéticas difíceis e, às vezes, complicadas de resolver. Além de tudo isso, ainda podem tentar causar os mesmos problemas profissionais e familiares citados anteriormente e, como se não bastasse, podem até utilizar – e isso é muito comum - ex-médiuns da corrente que ainda mantêm acesso aos demais, inspirando-os, maquiavelicamente e de forma antiética, a disseminarem entre os médiuns atuais o descrédito e a desconfiança em relação ao terreiro.

Enfim, como já deu para perceber, o submundo astral NÃO CANSA, e irá tentar de todas as maneiras possíveis e imaginárias acabar com aquele núcleo umbandista que lhe oferece risco às ações. Evidentemente, não conseguindo êxito na atuação sobre médiuns com consciência mais resoluta e firme, atuarão sempre sobre os mais FRACOS, os mais suscetíveis e, estes, disseminando dentro do próprio terreiro os pensamentos e ações inspirados pelos obsessores, poderão contaminar – até involuntariamente – outros que talvez não fossem de tão fácil acesso, espalhando a irritação, a falta de entendimento, o descrédito, a sensualidade e outras coisas mais; necessitando, assim, de ação corretiva imediata do dirigente ou, caso contrário, acarretando o fechamento das portas da casa.

Como falei no início, é óbvio que, apesar de tanta ação negativa, o terreiro e seus médiuns contam sempre com proteção espiritual, não estando à mercê, indiscriminadamente, da ação dos malfeitores espirituais. Mas os nossos guardiões nada – ou pouco – poderão fazer, se seu médium “curte” e alimenta os pensamentos sugeridos pelos obsessores, fazendo pouca força faz para mudar ou resistir; porque, aí, a situação deixa de ser somente uma atuação externa, e passa a ser questão de livre-arbítrio, com o próprio médium embarcando – quando tinha como resistir – “na onda” do submundo astral, entregando-se facilmente ao “disse-me-disse”, à irritação, ao desânimo, à depressão, à auto piedade, ao “não quero ir pro terreiro hoje”, à irresponsabilidade sexual, ao “não gosto de fulano mesmo!” e a outras condições semelhantes.

Quando entramos para um terreiro de Umbanda, queremos sim ser ajudados. Mas aquela mesma instituição que nos ajuda paga um alto preço por essa ação. Ela é atacada constantemente; ela é perseguida e necessita da NOSSA ajuda para que possa nos ajudar! Nossos guardiões nos protegem, mas sempre há limites! E esses limites são proporcionais à nossa consciência e compromisso com a casa e com as condições que lhe damos para continuar suas ações. Temos que ter responsabilidade sobre o que fazemos, pensamos e sentimos em relação ao terreiro e ao trabalho espiritual. Não podemos ficar de braços cruzados, passivos, esperando que nossos Guias façam tudo pelo terreiro e por nós mesmos! Temos a nossa parcela de responsabilidade e não podemos agir de qualquer forma a bem de nossas paixões. Se queremos ser ajudados pelo terreiro, temos, então, que dar-lhe chances de nos ajudar! Temos que fazer nossa parte! Ele é um ser vivo, que respira, que pulsa. E cada um de seus integrantes é uma de suas células. Temos que enxergá-lo, portanto, como um único organismo e visar SEMPRE o bem-estar desse grande corpo que nos abriga. Afinal, mesmo nos maiores organismos existentes, basta uma única célula cancerosa para espalhar o tumor e, se não houver cuidados, matar quem antes a alimentava. Pense nisso!

Por: Tata Luis

Texto retirado do site:


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MINHA TRISTEZA NA UMBANDA: FALHAS A SEREM CORRIGIDAS



Tristeza na Umbanda são palavras que nem deveriam estar na mesma frase, não é mesmo?

Neste texto enviado pelo irmão  há um desabafo Mas há também um alerta: será que isso não está acontecendo aí, no seu Terreiro?

***

Não desejo ditar regras, nem contrariar a nenhum segmento da Umbanda.
Muito menos contrariar a nenhum dirigente, sacerdote e muito menos demonstrar que seja um médium mais evoluído.
Ao contrário, me considero pequenino, embora com mais de cinco décadas dentro dessa maravilhosa religião.
Sou um eterno aprendiz!

Todavia, ao longo desses anos, por ter passado e visitado inúmeros Terreiros, Centros e Templos, não poderia deixar de mencionar a razão de minha tristeza na Umbanda e como corrigir as falhas:

Sabemos que nossos Terreiros, Centros, etc., possuem seus dirigentes e sacerdotes, o que nem sempre existia anteriormente.

A Umbanda nunca irá parar de nos surpreender devido os contatos que todos mantemos com nossos mentores, nossos Guias e Orixás.

Mas não se entende que, hoje em dia, ainda encontremos falhas que deveriam ser corrigidas de acordo com cada Casa, mas que digam respeito aos princípios básicos de um médium praticante.

Exemplos da minha tristeza na Umbanda:

– Médiuns que não sabem que a primeira coisa para ir a uma Gira deve ser sua preparação física (banhos), isenção de alimentos como a carne e outros que a Casa determinar;
– Isenção de ação sexual e principalmente se preparar espiritualmente por meio de meditação, leituras e oração;
– Ao chegar em seu Terreiro, dirigir-se ao zelador (que é a tronqueira).
– Ali, sauda-la e pedir que proteja a todos que lá estarão, aos trabalhos, que não haja interferências.
– Que antes de se preparar (troca de roupas), não se envolvam com assuntos que não digam respeito à religiosidade.
– Neste momento, não se envolver em política, doenças, fuxicos, reclamações, etc.

E mais:

– Adentrando no Terreiro, saber que deve pedir licença a todos que ali estão presentes (solo sagrado).
– Em seguida, saudar o congá, batendo a cabeça pedindo aos Orixás, seus Caboclos, seus Mentores, seus Guias em geral, que o medium esteja pronto para receber as incorporações com humildade e que venham a trazer a caridade para si, seus familiares e a todos que lá se socorrerem.
– Após a defumação, que é uma limpeza inicial de cada um e de suas guias, cantar o Ponto sem conversas.
– Bater a cabeça no chão, mostrando sua humildade e se apresentando aos seus elos de sua corrente, sem conversas.
– Ao atender como incorporado, jamais colocar seus consulentes de costas param o congá.
– Não jogar suas baforadas de charutos, cachimbo ou cigarro nas faces dos consulentes.

Além disso, há outros motivos que me levam a sentir tristeza na Umbanda.

Vários médiuns atendem determinadas pessoas que não estão com roupas adequadas (blusas com decotes, bermudas, mini saias, etc.).

Há também ocasiões em que o médium identifica um obsessor em alguém.

Ao invés de ir tratá-lo com respeito, mostrando-o onde ele está, mesmo que possa não acreditar que seja um obsessor, gritam, o que faz com que se houver mesmo um obsessor, certamente irá retornar de onde veio e perde-se a possibilidade de ser instruído.

Caso não seja um obsessor, a pessoa em si jamais voltará ao local por ter sido destratada, envergonhada e acreditar que é um lugar onde há repressão e não amor e caridade!

Há muitas outras pecularidades em diversos terreiros que visitei ou participei.

Visitei algumas onde imperam as “panelinhas”.

Isso pra não dizer privilegiados por dirigentes, sacerdotes, que tratam alguns como se fossem melhores, desprezando os demais.

Durante as consultas, vi muitos consulentes serem atendidos com decotes, bermudas, com joias, relógios, óculos de sol.
Será que eles entrariam assim numa igreja qualquer e seriam atendidos pelo padre ou pastor?

Normalmente, a assistência/consulência, aqueles que aguardam para se consultarem, ao invés de estar em silêncio ficam conversando.

Ao término da sessão, não entendem que deverão passar novamente na tronqueira para agradecer aos Exus e Pombagiras pela sessão.

Será que sabem os gestos que deverão fazer ou acreditam que somente mentalizar é o suficiente?

Vou parar por aqui pois são muitas as falhas que passam despercebidas.

Minha tristeza na Umbanda é que isso faz com que as Giras não sejam tão eficientes quanto poderiam.
Fico triste em notar que ao visitar outros Terreiros, mesmo com tanta informação e meios de aprendizado, seguindo os preceitos de cada Terreiro, ainda haja tanta negligência.

Devemos caminhar para que nossa Umbanda seja realmente respeitada.
E não somente pelos que lá vão pedir algo, mas principalmente por cada um de nós que nos ligamos à mediunidade.
Pois sempre a verdade é e será: “Umbanda é coisa séria para gente séria”.

Por: Antonio Carlos Evangelista

Texto retirado do site:


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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

PORQUE MUITOS TERREIROS DE UMBANDA FECHAM?



"Porque muitos terreiros fecham"? Convido-os a reflexão.

Demanda: É claro que um terreiro recebe demandas e se não tiver seus firmamentos muito bem fundamentados e estruturados, tendem a cair, todavia, este não é o maior motivo de fechamento de terreiros. É comodo negligenciar as responsabilidades de manutenção da casa e atribuir tudo a carga e demandas. 

Nem tudo nesta vida é carga! Porém, para a carga, que EXU tome conta! 

Fofocas: É comum muitos filhos ficarem pulando de casa em casa saindo dos seus terreiros por fofoca, ou ainda, permanecerem lá ao invés de prestarem sua caridade e buscarem evolução, tramam e afiam suas línguas contra seus próprios irmãos. Alimentam ciúmes, inveja (quem dá passe primeiro que ele, quem ocupa melhor espaço, etc) e outros sentimentos negativos que corroem a corrente contribuindo com a destruição da casa.

Para estes sentimentos, que YEMANJÁ lave as impurezas de suas mentes e corações. 

Ilegalidade da religião: Casas que não estão regularizadas em federações são alvos constante de denúncias (Lei do silêncio, execício ilegal da religião, etc), muitas são atuadas e tem suas portas fechadas pela falta de amparo jurídico. Uma federação é o órgão mais interessado em manter uma casa aberta, para tanto, não medirá esforços em ajudar seus dirigentes a manterem a ordem. 

Que pai OGUM e YANSÃ os auxilie a afastar para longe tudo que quer o seu mau.  

Dívidas: Prestar a caridade tem seu preço (velas, aluguel, conta de água, luz, produtos de limpeza, etc). Muitos filhos de santo só querem a casa para incorporar, gastam dinheiro com bebidas postando fotos em baladas e "ostentação" em facebook, mas não contribuem com as obrigações da casa (Mensalidade, limpeza, etc). A Umbanda acredita na premissa "dá de graça o que recebe de graça", tende em sua maioria não cobrar pelos trabalhos feitos, mas a manutenção desta casa fica sobre responsabilidade principal de seus dirigentes que muitas vezes tiram recursos do seu bolso para manter a casa aberta. Para driblar esta questão, muitos terreiros acabam organizando eventos (Bazar, bingo, feijoadas, rifas) para manterem sua missão. 

Neste assunto, que pai OXOSSI venha em seu socorro. 

Falta de preparo do dirigente: Se um dirigente abre a sua casa sem preparo espiritual, sem amparo da lei divina, sem liderança para impor ordem, sem noções de desenvolvimento mediúnico, sem fundamento doutrinário, exerce a Umbanda sem se quer saber qual sua matriz religiosa (Africana, Omoloco, Umbanda Branca, Umbanda Sagrada, Traçada, Esotérica, etc) ele trará para gira a confusão. Confusão na teoria = confusão na prática. Um dirigente aprende muito com os seus guias, mas o mundo mudou, ele também precisa estar antenado a estas mudanças, inclusive sobre as dúvidas da assistência. 

Que mãe OBÁ venha dar-lhe chão. 

Falta de aceitação do bairro/comunidade: Terreiros que vivem poluindo o bairro contrariando a ideia de que defendemos a natureza,terreiros que não respeitam a lei do silêncio, que não fazem trabalhos sociais/caridade, tendem a não ganhar a simpatia do bairro e às vezes contribuindo com ações inadequadas para serem rotulados com teor negativo, bem como "macumbeiros", "adoradores do diabo", etc. 

Que mamãe OXUM e OXUMARÉ venha cuidar da sua imagem fazendo prevalecer o verdadeiro amor e caridade da sua missão. 

Brigas com outras casas / religiões: Ao invés de unir-se, alguns terreiros insistem em se indispor com os terreiros ou religiões vizinhas. Abordando ou roubando seus filhos, ogans e assistência. Já cheguei a ver evangélicos panfletando na porta de terreiro tetando convencer a assistência a saírem da-li (casos de polícia inclusive). Quanto mais inimigos uma casa cria, com quanto mais ex-médiuns, ex-consulentes, ex-dirigentes, ex-ogans, ex-parceiros, ex-amigos, etc, menos apoio ela tem para prestar a sua missão e mais pessoas torcendo pela sua queda ela tem. 

Que mãe LOGUNAN aplique seu poder do trono feminino da fé para orquestrar e equilibrar estas situações.  

Falta de apoio dos médiuns / condutas incabíveis: Tem médium que vê a Umbanda como gira de Exu. Não quer saber de ajudar na limpeza, não aparece na gira de desenvolvimento, não respeita a doutrina da casa, diz que cumpre responsabilidade com seu terreiro, mas vive em outros terreiros, passa mau nas giras por falta de firmeza, envergonha o nome da casa e quando sai dela ainda sai falando mau, degradando a imagem da casa, cuspindo na mão do dirigente que trouxe seus guias em terra e o ensinou o que era a Umbanda, antes mesmo de saber quais eram as sete linhas e suas respectivas cores de vela. O dirigente precisa ter pulso para que este tipo de pessoa não infecte sua casa e destrua a respeitável situação de raiz dos guias que ali atuam. 

Não temos outros Orixás para reger esta questão que não seja nosso pai XANGO e nossa mãe EGUNITÁ.

Falta de liderança: Em muitos terreiros os médiuns não são respeitados pelo pai/mãe de santo e acabam abandonando-o. Tem casas que começaram com muitos filhos e acabaram com nenhum. Tem casas em que não se para médium algum. Nestes casos é de se pensar se o dirigente não precisa rever algumas de suas atitudes. 

Que pai OXALÁ lhe cubra com seu manto sagrado, pois Jesus ainda é um dos maiores exemplos de liderança deste mundo.

Má qualidade do trabalho da casa: Quando a assistência começa a ir embora ou a acumular reclamações sobre algo, é de se investigar se há falhas na formação doutrinaria do guia que está dando passe. Nisso o Candomblé nos dá um belo exemplo! Antes de 7 anos nas nações de Camdomblé o filho não é nada que não um estudioso. Na Umbanda tem gente que tem um ano de religião e é colocada para dar passe. Umbanda é coisa séria para gente séria. Não para pessoa com Ego. É claro que cada médium tem o seu tempo, mas terreiros em que médiuns tende a mistificar, pode carecer de firmeza. Guia bom é aquele que arruma a vida do médium antes dele querer dar lição de moral no próximo. Guia bom é aquele que não deixa seu filho cair antes de querer demandar uma quizila. A má qualidade de formação e serviços de uma casa pode ser a sua ruína.

Que NANÃ BURUQUE ensine o valor da maturidade e da experiência que infelizmente só o tempo traz!  

Doenças: Muitos para sua missão por doenças (da vida ou de demanda). 

Que Pai OBALUAE traga cura e transformação!

Término: Se mesmo assim chegar ao término de sua missão...

Que pai OMOLU coloque ponto final com dignidade ao tempo que você se dedicou aos Orixás. 

Por: Eduardo de Oxóssi

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O QUE VOCÊ PODE FAZER PELA UMBANDA




Quando você tem algum problema, você recorre à Umbanda para tentar aliviar as suas dores. Mas e quando é a própria Umbanda que precisa de ajuda, com quem ela deve ou pode contar? Você já se perguntou o que você pode fazer pela Umbanda?

É claro que os problemas pelos quais a Umbanda passa são de natureza muito diferente dos seus. Ela não tem questões emocionais, profissionais ou financeiras para resolver; não busca promoção no emprego e nem a volta do amor em três dias; mas há uma série de outras questões que a enfraquecem e lhe causam dor, e que não devem ser esquecidas.

Um dos problemas principais pelos quais a Umbanda passa é a intolerância; e intolerância de dois tipos: externa e interna! Com relação à intolerância interna, aquela que acontece de terreiro para terreiro e que mina, de dentro para fora, as forças da religião, destacamos como causas majoritárias dois importantes fatores, que são: a vaidade de dirigentes, que se acham os únicos conhecedores dos verdadeiros fundamentos umbandistas, ignorando que o mesmo prato pode ser preparado com temperos e ingredientes diversificados, mas mantendo o sabor, o valor nutritivo e podendo saciar a fome da mesma maneira; e, como segunda causa, a comodidade, também por parte de alguns dirigentes, de aceitar apêndices doutrinários sem o mínimo de avaliação racional ou censo crítico, permitindo que sejam introduzidos e aceitos quaisquer tipos de conceitos espirituais como se verdades fossem, ainda que completamente destituídos de lógica e fundamentos racionais dentro da religião. Quanto a esses dois tipos de problemas, pouco o médium comum pode fazer, já que dependem, na maioria das vezes, da postura e da atuação das direções espirituais.

Mas, o segundo tipo de intolerância, aquele que vem de fora para dentro, é um problema que, este sim, pode ser resolvido com a contribuição de qualquer um que frequente um templo umbandista, seja médium, cambono ou curimbeiro.

Este tipo de problema tem duas causas principais. A primeira é a ignorância da sociedade e a segunda é a campanha degradante maciça contra a Umbanda, que fomenta no leigo o medo, a aversão e o preconceito em relação à religião, utilizando, para isso, a mídia de regra geral e exacerbando falhas morais e doutrinárias encontradas no seio dos próprios frequentadores umbandistas, e usando, como referência, trabalhos erroneamente atribuídos à Umbanda, generalizando, como se fosse tudo a mesma coisa, tanto o que se faz dentro dos terreiros quanto as promessas de feitiços por vingança, amarração e venda de favores espirituais diversos.

Em relação à primeira causa citada para a intolerância externa - que é a ignorância da sociedade -, todos os frequentadores da Umbanda, incluindo você, têm certa responsabilidade; ou pela omissão ou pela ação equivocada.

Você é omisso, por exemplo, quando existe a possibilidade de você esclarecer ao leigo o que é realmente a sua religião, em que ela acredita e como ela trabalha, e não o faz; deixando a situação de ignorância perdurar, quando poderia, pela sua ação, ser diminuída; ou esperando que as devidas ações esclarecedoras partam de outas pessoas, como, por exemplo, quando há determinados movimentos organizados por setores relacionados à religião, preocupados em motivar a sociedade ao entendimento, e você, simplesmente, não se importa, não colabora, não faz o que está ao seu alcance, porque julga perda de tempo, acha que tal ação não merece a sua valiosa presença, ou pensa que “não vai adiantar nada mesmo” ou que “já vai ter muita gente”.

Essa é uma atitude covarde e preguiçosa, e que não corresponde à forma como a Umbanda te trata, sempre com tanto carinho, respeito e dedicação, mesmo nas menores coisas ou naquilo que você mesmo poderia resolver, por si só!

Você também estimula a ignorância e o entendimento errado quando, revestido do título de umbandista, utiliza os meios de comunicação divulgando pensamentos contrários à Umbanda, faltando com o amor, a caridade ou colocando frases de efeito que evocam a religião, mas que, em verdade, não correspondem ao que ela realmente é, ou que pouco tem a ver com sua doutrina, prestando, com isso, um “desserviço” à causa umbandista, usando frases que incitam ao ódio, ao medo e à vingança, dizendo que o seu Exu ou a sua Pombagira “sabe tomar conta dos seus inimigos”, ou que “não mexa comigo porque o meu Orixá fulano de tal não dorme!”, e outras de cunhos semelhantes.

Quando você, que conhece a Umbanda - e que é identificado por todos os amigos de sua rede de relacionamentos como uma pessoa UMBANDISTA - se posiciona de forma avessa aos ensinamentos da religião – que prega o amor, a caridade e o perdão -, seus amigos não veem aquelas palavras como tendo sido simplesmente proferidas por você, mas pelo umbandista que você diz ser; e passam a entender a sua religião como algo que aprova e compactua dos mesmos pensamentos. Por isso, se você é REALMENTE umbandista, e assim se considera e quer que a Umbanda seja mais bem conhecida para ser respeitada, deve entender a enorme responsabilidade que há sobre seus ombros; e que, em um cenário já contrário à sua religião, cada palavra, gesto ou ação que você realizar – ainda que de puro cunho pessoal - poderá contar a favor ou contra o correto entendimento da mesma, por parte do leigo. Pouco adianta querer que os outros respeitem a Umbanda, se você mesmo fornece as pedras para a alvejarem ou alvejarem você mesmo, enquanto umbandista que é! E depois não adianta reclamar!

Em relação à segunda causa da intolerância externa que a Umbanda recebe - que é a campanha maciça contrária, usando os meios de comunicação -, há atos que você também poderia realizar que, de certa forma, auxiliariam ao combate a esses tipos de ataques. Falamos do seu posicionamento perante à sociedade e à política!

Os meios de comunicação são concessões federais e que, como tais, não podem ser utilizados de outra forma que não seja visando a informação e o entretenimento, embora muitos desses detentores de concessão os utilizem com intenções proselitistas e agressivas à Umbanda. E sabe por que isso acontece? Porque não há vontade política de fazer com que as leis sejam respeitadas. E a falta dessa “vontade” se dá por duas razões básicas: a primeira é que, oficialmente, os seguidores de religiões de matrizes africanas pouco aparecem nos censos demográficos, pois se escondem e não revelam sua real condição quando indagados sobre a religião que professam. Preferem se dizer católicos ou espíritas e, por isso, acabam não constituindo oficialmente, uma quantidade de eleitores expressiva aos olhos dos políticos, pela qual eles sintam que valha a pena brigar e defender, permanecendo, dessa forma, invisíveis à sociedade, como fantasmas de quem se ouve – às vezes – as vozes, mas que ninguém sabe, realmente, aonde estão e quantos gritam. Da próxima vez que o recenseador for à sua casa, informe-lhe, realmente, a religião em que você acredita. É o mínimo que pode fazer por ela.

Além disso, sua postura política é muito importante! Você pode não gostar de política, mas a SUA RELIGIÃO precisa da sua voz! Quem não expressa a sua vontade, acaba tendo que aceder à vontade dos outros. Por isso, é importante que você procure dentre os possíveis candidatos aos cargos públicos aqueles que melhor reflitam os seus ideais e, em se tratando de religião, os que tenham como plataforma, propostas que visem atender as suas necessidades mais urgentes. Não é possível manter, na sociedade atual, com tanta campanha contrária à Umbanda e políticos interessados em combatê-la, a ideia de que “política e religião não se misturam!”. É óbvio que, dentro dos terreiros, a política a ser adotada é somente aquela determinada pela sua direção espiritual, e que envolve a forma como os ritos são praticados e o conteúdo da doutrina transmitida; mas, da porta dos terreiros para fora, a Umbanda necessita ser ouvida e, para isso, deve ter posicionamento consistente, para que sua voz não seja abafada pela maioria que não queira ouvi-la.

Então, se, com tudo isso, você ainda acha que seu papel como umbandista se resume ao que você faz com as guias no pescoço e enquanto veste suas roupas brancas, então é sinal de que você ainda não percebeu a gravidade da situação em que a sua religião se encontra, e a importância de sua ação para auxiliá-la a resolver!

Você precisa da sua religião, mas ela também precisa de você! E a hora de começar a agir – se já não passou -, é AGORA! Arregace as suas mangas! Mostre ao mundo que você não é umbandista somente dentro do terreiro! Somente assim, a religião que você diz tanto amar poderá começar a virar esse jogo e passar a ser mais respeitada! Só assim, você estará retribuindo a ela por tudo que ela já fez, faz e ainda fará por você! E só assim, você estará contribuindo, de fato, para que, daqui a algum tempo, possa haver a certeza de que você poderá continuar a se encontrar no seu templo com os seus Guias e amparadores, sem que seu terreiro seja apedrejado e incendiado; sem que seus filhos sejam discriminados na escola ou pelos coleguinhas, entendidos como seguidores de um culto diabólico; que seus Guias possam ser entendidos como o que realmente são: espíritos iluminados, comprometidos com o amor e com a caridade!

A Umbanda precisa da sua ajuda! E tenho certeza de que - nesse ponto - os seus Guias também, já que eles não podem atuar sobre a sociedade sem a sua colaboração! Por isso, é claro que podemos continuar a nos socorrer nos nossos terreiros; mas, ao invés de só queremos saber em que podemos ser ajudados, deveríamos nos perguntar todos os dias ao acordar: “o que eu posso fazer hoje pela Umbanda?”.

Por: Tata Luis

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