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terça-feira, 15 de maio de 2018

AS FACES DA INTOLERÂNCIA DENTRO DO TERREIRO



Outro dia, em conversa com o Pai Pequeno, comentamos que as maiores demandas que um terreiro enfrenta não são as vindas de fora. Essas são apenas “demandas oportunistas”, que aproveitam os enfraquecimentos causados pelas demandas verdadeiras para se instalarem. E quais seriam as “verdadeiras”? As verdadeiras, as mais difíceis de se resolver, as que desgastam mais e que mais abalam as estruturas espirituais da casa são as demandas INTERNAS, particularmente aquelas que envolvem filhos do mesmo terreiro. 

Não estou falando de demandas espirituais no sentido literal, ou seja, de uma pessoa fazer um trabalho contra outra dentro do mesmo terreiro. Não! Isso é tão fora de contexto que não vou nem considerar nas minhas observações. Chamo de “demanda interna” as broncas, os ódios, as resmunguices, os olhares enviesados, o cochicho escondido, o rosto virado, o “não falo com”, e outras coisas parecidas. E antes de eu continuar, já peço: NÃO PARE DE LER! Pode ser que eu esteja falando de você e para você, e gostaria que prestasse atenção! É importante! 

A primeira reação da maioria das pessoas, nesse momento, é pensar: “É mesmo! Esse assunto é muito importante, e que bom que está sendo abordado aqui, porque já vi que Fulano age assim com Beltrano, e Beltrano age da mesma forma com Sicrano.” Se o seu pensamento foi esse, caro leitor, eu repito: NÃO! Não é do Fulano e nem de Beltrano que estou falando! É de você! Sim, você mesmo! Aí, dito isso, você deve estar pensando: “falando de mim? Não mesmo! Eu não ajo assim com ninguém, a não ser com tal pessoa, mas só porque ele (a) faz assim comigo...” Outros dirão: “Ah... só faço isso quando tenho razão...” E outros: “Faço porque não tolero algumas coisas, não tenho sangue de barata...” Ui! Foram três chutes na canela, se você não percebeu... Então, por isso, vamos lá! Vamos tentar deixar as coisas mais claras! 

Vamos começar falando de você! Sim, falando de você que procurou um terreiro de Umbanda porque reconheceu-se necessitado de auxílio para desenvolver-se mediunicamente e crescer espiritualmente e moralmente. Naquele dia em que iniciou-se na Umbanda, você desejou aprimorar sua mediunidade e se tornar uma pessoa melhor, lembra? E isso, porque você olhou para trás e falou: “já andei por tantos lugares e já fiz tanta coisa errada... Quero mudar! Quero evoluir!” Aliás, “evoluir” é a palavra que a maioria fala. E o “evoluir” significa “conseguir errar menos”. E quantas vezes você já errou em sua vida? Quantas vezes você falou algo de que se arrependeu depois? Quantas atitudes você não teria tomado se pudesse voltar no tempo? E sabe por que você errou tanto? Eu sei: por ignorância! Não foi porque você é mau! Em toda a sua vida, você só quis ser feliz mas, por não saber o caminho certo, muitas vezes optou pelo errado! Aquela palavra áspera que você falou para alguém foi porque, naquele momento, você achou que era o melhor a ser dito! Aquela falta grave só foi cometida porque a sua consciência, naquele momento, não viu nada demais naquela ação... E as percepções dos erros que cometeu só vieram depois de ver o desfecho das coisas e sofrer as consequências, não foi? Pois é... É assim que aprendemos... Nós erramos, sofremos as consequências, para só depois aprendermos o que não deveríamos ter feito... Isso acontece com você, acontece comigo e... acontece com todos, incluindo com seu irmão de terreiro! 

Você – tenho certeza – ficaria muito grato se as pessoas que você magoou, aquelas para quem você falou palavras ásperas (lembra daquele momento em que você estava irritado?), ou que sofreram por alguma atitude errada sua, conseguissem ter esse pensamento a seu respeito, e entendessem que tudo o que você fez, não o fez por maldade, que você tem boas intenções, mas que erra somente por ignorância, na tentativa de ser feliz... E continuassem a te amar e a desejar tudo de bom para você... Não seria ótimo? Pois é! Isso, todos nós gostaríamos em relação a nós mesmos! Mas e em relação aos outros? 

Se nós erramos por ignorância, por que não podemos aceitar que os outros também sejam ignorantes e, por isso, tenham o direito de também errar? 

Se nós queremos ser compreendidos em nossas limitações, por que não entender que as limitações dos outros também devem ser compreendidas? 

Se nós, independente das aparências, estamos fazendo força para melhorar, por que não entender que os outros, mesmo que não pareçam, também estão tentando se superar? 

Se nós esperamos que tolerem nossos defeitos, por que não tolerar os dos outros? 

Eu sei o porquê de tudo isso! Sabe qual é a razão? É o EGO! O ego que não deixa tolerar os erros dos outros; o ego que não deixa “levar desaforo para casa”; o ego que fala: “fui ofendido e não posso aceitar isso...” e ainda se auto justifica com a frase: “tenho gênio mesmo!” Enfim, o culpado de tudo é o seu ego que impede você de ver que o outro que lhe ofendeu é um ser igualzinho a você, que erra por ignorância, na tentativa de ser feliz, e que irá aprender a ser melhor conforme sofrer as consequências dos seus atos. 

Tem gente que ao chegar nesse ponto da leitura deve pensar: “eu tenho muitos defeitos sim, mas nunca fiz o que Fulano faz...” Engano seu, meu amigo! Pode ser que você hoje não faça, ou por falta de oportunidade ou porque já fez no passado (mesmo que tenha sido em outra encarnação), sofreu as consequências e, com isso, aprendeu que não se deve fazer... Em contrapartida, você tem muitos outros defeitos que podem ser repugnantes para outras pessoas e, para você, é só um defeitozinho.... 

Aí, pode ser que você fale: “Ah... eu sou assim mesmo, tem coisas que não tolero e vou precisar de muitas encarnações para ver de outra forma!”. Ué, mas para quê mesmo você procurou a Umbanda? Não foi para tentar ser melhor? Quando é que vai começar a praticar? Instrução espiritual e moral não faltam. O Preto-Velho fala da humildade, do perdão... E se você já o recebe, pode ser que fale através da sua boca... O Caboclo fala da fraternidade, a Criança da pureza, o Exu da compreensão... E o que você leva disso tudo para você? O que os Guias pregam só serve naqueles momentos dentro da gira? Quem é que, de fato, está tentando ser melhor assim? 

Cadê a compreensão dos limites dos outros? Cadê o esforço para entender a ignorância alheia? Onde está a consciência de que todos somos seres imperfeitos e em evolução? 
Tem gente que fala: “Ok! Sendo assim, vou passar a tratar normalmente o fulano aqui dentro do terreiro, mas lá fora, não quero assunto...” Ué... Existe “meia evolução”? Quem quer evoluir escolhe hora e local para tentar ser compreensivo e amar? 

E você? Já se localizou na leitura deste texto? Tomara realmente que ele não sirva para você! Mas se você ainda tem dúvidas, deixa eu te ajudar:

Há alguém dentro do terreiro com quem você não fale de propósito?

Você se reúne com pessoas ou participa de algum grupo virtual onde se aproveita para comentar defeitos dos outros?

Há alguém dentro do terreiro que você não convidaria para passar uma tarde com você?

Você já se pegou postando indiretas na internet, pensando em alguém do terreiro?

Se você respondeu “sim” a algum dos itens acima, é bom verificar seus sentimentos, pois há indícios de que você ainda está com dificuldades em melhorar, perdoar, amar e ver seus irmãos com outros olhos, procurando compreender os limites e a ignorância de cada um...

Estou ouvindo alguém dizer: “Já tentei tratar Fulano melhor, mas ele não tem jeito!” E o seu comportamento tem que depender do comportamento do outro? Você quer ser melhor pelos outros ou para ficar em paz com a sua consciência e conseguir a tal da “evolução”? Imagine se Jesus amasse e tratasse bem somente os bons e, aos maus, retribuísse com grosseria ou desprezo? Como será que você seria tratado por ele? 

Outros falam: “Fulano não age certo! O correto seria daquela forma!” Não espere dos outros reações que VOCÊ teria!Cada um tem um grau de entendimento e seus próprios limites! No futuro, com as consequências dos atos, é que cada um vai aprendendo mais e ampliando sua visão! E você, já está se esforçando para ver dessa forma, mais ampla?

Há, ainda, os que dizem: “Mas eu não sou obrigado a gostar de Fulano ou a querê-lo perto de mim!” Sim, meu filho (a), você não é obrigado a nada! Mas quem é que queria mesmo se superar e evoluir? Aliás, foi para isso que você entrou para o terreiro de Umbanda, lembra? Ninguém irá te cobrar por isso, mas até onde vai realmente sua vontade de crescer? Ela vai só até onde começam o ego e a intolerância? Bom, a solução de tudo isso é simples: basta praticar o que os seus próprios Guias (ou os dos seus irmãos, caso você ainda não incorpore) ensinam: amar, perdoar, compreender, não julgar, ajudar, etc. Fazendo assim, no final das contas todos saem ganhando! O terreiro ganha mais fraternidade; o “fulano” ganha os seus exemplos; e você ganha por estar sendo melhor, conseguindo se superar! 

E, se com tudo isso, ainda não te convenci, leia as palavras abaixo e reflita sobre cada frase. Não pule e nem diga para você: “ah, já conheço...”. Não! Leia de verdade, e veja onde você se encaixa e o que falta encaixar. E não pense que estou falando de outra pessoa não! Estou falando de você! Pois este texto serve para todos! Ah! E depois releia tudo outra vez! 

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. 
Onde houver ÓDIO, que eu leve o AMOR; 
Onde houver OFENSA, que eu leve o PERDÃO; 
Onde houver DISCÓRDIA, que eu leve a UNIÃO; 
Onde houver DÚVIDA, que eu leve a FÉ; 
Onde houver ERRO, que eu leve a VERDADE; 
Onde houver DESESPERO, que eu leve a ESPERANÇA; 
Onde houver TRISTEZA, que eu leve ALEGRIA; 
Onde houver TREVAS, que eu leve a LUZ. 
Ó mestre, fazei que eu procure mais CONSOLAR que ser consolado; 
COMPREENDER, que ser compreendido; 
AMAR, que ser amado. 
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a Vida Eterna! 

E só para finalizar: Nenhum de nós é perfeito! Nem eu, nem você e nem o nosso irmão de terreiro! Mas temos que nos esforçar por nos superarmos! Temos que ganhar a medalha de ouro do autocontrole! Temos que tentar fazer com que a consciência supere sempre a paixão! E não podemos terminar nossa história assumindo para nós a “Síndrome de Gabriela”, sem querermos vencer nossos limites, sem sairmos da zona de conforto, justificando nossos destemperos nas condutas dos outros e, simplesmente, aceitando passivamente a forma como somos atualmente. Não! Essa seria a Gabriela de Jorge Amado; e ela diria: “eu nasci assim, eu cresci assim e vou ser sempre assim!”. Nós não! Não mesmo! 

Se algo não ficou claro, leia outra vez!

Por: Tata Luis

Texto retirado do site:


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quinta-feira, 12 de abril de 2018

OS FEITICEIROS. OS ENFEITIÇADOS. OS MANDANTES. NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI DIVINA.



Macumbaria, Feitiçaria, Pactos, Sortilégios, Barganhas, palavras bem comuns nas bocas de pessoas de moral duvidosa.

Quantas vidas, quantas histórias que nos chegam de pessoas que acabaram sendo envolvidas em trabalhos espirituais com intenções duvidosas, maldosas, equivocadas, como numa teia de aranha, onde a pessoa fica presa devido sua desatenção e imprudência, ou por questões de sintonia e afinidade.

Não se mexe em carvões sem sujar as mãos.

Quantos que chegam a um terreiro com intenções equivocadas, maldosas, vingativas, arrogantes, entram pela porta adentro já se dando o direito de usar de espíritos a seu bel prazer, para conquistar o que suas competências e direitos  não lhes permitem ter, não lhes é devido por merecimento e direito.

Muitos ainda tem a sorte de chegar num bom terreiro e serem advertidos de suas intenções, orientados, esclarecidos, literalmente são ILUMINADOS, os que acatam escapam de resgates pesados, duros e implacáveis, mas nem todos tem essa SORTE, muitos caem em terreiros de moral duvidosa, e são logo vistos como CLIENTE, PATOS E PRESAS FÁCEIS esse texto irei abordar sobre essas pessoas OS MANDANTES, SUAS VÍTIMAS, E OS FEITICEIROS.

Vejo muitas perguntas no dia a dia, de adeptos e simpatizantes das religiões espiritualistas, e perguntam: Feitiçaria existe? a feitiçaria nefasta ela nasce da pratica e do desejo em fazer o mal, da vingança, da manipulação, da barganha, da ganância. Sim, feitiçaria existe, mas ela tem sérias consequências, se alimenta da ganância e dos maus sentimentos do Homem. Um instrumento do mal.

O Feiticeiro Nefasto, é uma pessoa que nasceu com o campo espiritual aberto, ele é um médium, que usa de seus dons para benefício próprio e para o mal, usa de sua mediunidade como profissão, uma forma de angariar dinheiro, ele é um manipulador nato, um ótimo ouvinte, falante, convidativo, cativante, agradável, sabe aquele vendedor que você entra na loja ele te atende com um sorriso largo, envolvente, e faz você comprar metade da loja, esse é o FEITICEIRO aquele que pode lhe dar o que você quer, que alimenta sua vaidade e arrogância, que poderá cobrar sua vingança, aquele que vai te ajudar a conquistar o que você quer. Bem convidativo para pessoas que precisam que lhes alimente a auto estima. Mas… tudo tem um preço, e não estou falando na questão de preço apenas na questão de cobrança financeira, estou falando do preço moral, espiritual, dignidade.

Um verdadeiro traficante que lhe oferece uma droga. Que você irá provar e acha que não irá se viciar. Bem isso.

ATENÇÃO SRS. e SRAS. CLIENTES DOS TAIS DITOS FEITICEIROS, me permitam um Alerta:

Muitos desses ditos “feiticeiros” 70% a 80% dos mesmos não são mais que CHARLATÕES. Isso mesmo, charlatões que usam de pessoas de moral duvidosa.

Vejam bem, até para se cometer feitiçaria é necessário CONHECIMENTO, CIÊNCIA, ALQUIMIA pura e simples e muitos desses são tão ignorantes quanto seus clientes quanto a essas questões.

Historicamente sabe-se que até para a pratica da magia nefasta, vulgarmente chamada negra por costume,  é preciso ter amplo conhecimento sobre o que envolve essa manipulação energética chamada Magia, nas questões quanto a  elementos que serão utilizados, ou vocês acham que para manipular certas forças espirituais é tão simples. Então muitos manipulam mais a coação moral, física e mental do que realmente feitiçaria.

A pessoa que procura um feiticeiro em um terreiro, ela logo de cara apresenta moral duvidosa, endurecido, vingativo, odioso, ele na sua arrogância não mensura as consequências do seu ato. É uma pessoa adoentada espiritualmente, ela precisa é de um bom tratamento espiritual e evangelização e não de feitiçaria.  É muito complicado tentar trazer a sanidade a essas pessoas que querem vingança, que se dão o direito de manipular a vida de outras, que querem o amor de uma pessoa de tudo que é jeito, um ser humano assim ele está tão doente em suas maldades que não consegue ver a areia movediça diante dos seus pés.

“EU QUERO, EU PAGO” – OS LOBOS TEM FOME.

Todos os dias em todos os bons terreiros de Umbanda, chegam casos dos mais simples aos mais complexos quanto a feitiçaria, são médiuns que foram envolvidos, são vítimas a procura de ajuda e socorro, são mandantes arrependidos e muitas vezes são feiticeiros destruídos, doentes tanto fisicamente como mentalmente.

Como lidar com esse tipo de situação, como podemos ajudar uma pessoa que foi vítima da feitiçaria?

*oração – a prece é o bálsamo da alma, é o grande remédio de cura dos espíritos tanto encarnados quanto desencarnados, quando oramos abrimos uma egregora, uma sintonia, a energia dos nossos chakras e do nosso campo áurico se expande, abre portas para o socorro espiritual. Então o primeiro passo é a oração, o alimentar da Fé.

Mas para quem está adoentado nem sempre é fácil orar, muitos poderão questionar e perguntar, como assim, é tão simples orar? pois é, já peguei casos de pessoas que simplesmente NÃO CONSEGUIAM ORAR, a tristeza adoece a alma, tirando suas forças de luta, e muitas vezes essas pessoas precisam de ajuda externa é ai que entra o tratamento espiritual nos terreiros, os passes, etc.

Sabe quando você vê um amigo ou conhecido pedindo nas redes sociais, amigos orem por fulano, ele não está bem, gente orem, vibrem amor naquele momento por aquela pessoa, peguem ali o nome escrito, usem como endereço vibratório, e orem de verdade, porque como ouvi dizer uma certa vez, quando oramos por uma pessoa, um anjo lhe pousa ao ombro, bonito isso não é mesmo? isso é a verdadeira caridade, vibrar amor, cura, para aqueles que nem conhecemos. Isso tem força, se cria uma força magnética imensa, e aquela humilde oração, junto com tantas outras cria um escudo contra as forças nefastas do mal. E saiba nunca iremos conseguir mensurar as almas que se beneficiaram de nosso gesto de bondade.

- Conscientização –  Deus em sua infinita bondade, não permitiria que um inocente pagasse por algo que cometeu. Vejam bem, frisem bem, INOCENTE.

Vejam bem, muitas pessoas que chegam em nossos terreiros, derrotadas, destruídas, vitimadas pela força nefasta de feitiçaria, podemos de fato, as considerar inocentes em 100% dos casos?

Observem,  muitos enfeitiçados já foram os mandantes e feiticeiros e estão apenas a colher o reflexo do que fizeram. Mas não nos cabe o julgamento. Nosso dever é conscientização, orientação, evangelização.

O primeiro passo é fazer com que essa pessoa reveja, de onde veio esse mal, tudo tem um início, tudo tem um fim, e isso acarreta muitas vezes a trazer certas consciências e verdades quanto a atos e ações praticados,  tem pessoas que vivem a prejudicar outras, a tentar puxar o tapete de outras, se dão o direito de mandar e desmandar na vida de outras pessoas, e isso vai gerando ódio, raiva, vingança, e cedo ou mais tarde a maldade delas age como um reflexo em suas vidas. Existem pessoas que muitas vezes não é nada de feitiçaria é simplesmente COLHEITA.

Costumo dizer: O MAL TEM ENDEREÇO CERTO, E AS VEZES DUAS COBRAS SE BEIJAM.

Quando executamos um trabalho de evangelização e desobsessão de espíritos adoentados, vingativos, que muitas vezes são utilizados em certos trabalhos de feitiçarias por espíritos de alta envergadura nefasta como Quiumbas e Magos Negros, devemos não só trazer essa conscientização aos obsessores, mas as supostas vítimas. E isso é um trabalho que deve ser feito com muita cautela e sabedoria, porque o objetivo é SALVAR ALMAS.

- banhos, sacudimentos, firmezas e limpezas – são essências de fato nesse processo, higienizam, expandem, transmutam, descarregam, fortalecem, equilibram energeticamente,  valeria um livro de tantos benefícios quando se sabe manipular a energia da natureza e de suas ervas,  mas vejam bem, não tem erva que limpe um coração em trevas,  o que o coração insiste em alimentar de ruim.

O que quero dizer com isso,  que o dirigente, o guia espiritual podem fazer o trabalho que for, a limpeza que for, se a pessoa não se purificar, não se ajudar, não querer se conscientizar e modificar, não limpar seu coração, não perdoar, nada será significativamente efetivo, ela não conseguirá se libertar da teia em que está presa, ela poderá se beneficiar por algum tempo, mas se ela não se modificar, não destruir em si mesma o que o espírito nefasto utiliza, se alimenta para a prejudicar, ela não conseguirá seguir adiante. Reforma Íntima.

Para a Luz entrar é necessário abrir as janelas e deixar que ela entre, iluminando as trevas.

Convide o bem, sintonize com ele, e deixe que os amparadores extra físicos te auxiliem, e verás que mal nenhum irá te derrubar ou destruir.

PERDOE, PERDOE, PERDOE.

SE PERDOE.

Nossos guias num processo de desobsessão e quebra de feitiçaria numa casa correta e séria primeira coisa eles trabalham certas consciências tanto do obsediado quanto do espírito obsessor, justamente para não deixarem amarras pendentes.

Uma coisa muito comum de acontecer, as vezes aquele espírito que está com o obsediado naquele momento é conscientizado, evangelizado e encaminhado, mas passa pouco tempo o obsediado volta, novamente adoentado, é porque ele ainda tem solo fértil para o ataque espiritual, ele ainda não se conscientizou de sua parcela de culpa, acabando por atrair outro espírito atraído pela feitiçaria ou mesmo por sintonia.

Por isso que um trabalho de desobsessão tem que ser muito bem feito, e o obsediado,  seguir o tratamento espiritual como assim foi proposto pela orientação dos guias, e não querer interromper simplesmente na sutil melhora. Entendam alguns processos de obsessão e quadros de feitiçaria são bem complexos, exige tempo.

Não se trata, um problema de saúde, uma doença fazendo um tratamento pela metade. Infelizmente alguns consulentes não seguem o tratamento proposto e acabam por interromper, agravando futuramente a situação.

Mas vamos abordar também um outro aspecto da questão: Médiuns incautos que são utilizados em FEITIÇARIAS ou praticas de trabalhos nefastos, num terreiro, eles sofrem as consequências? Vou explicar. Existem terreiros que usam de seus médiuns para a pratica de feitiçaria, e muitas vezes os médiuns são usados, achando que estão fazendo algo correto. Ex.: Tive conhecimento de uma dirigente que quando ficava com raiva de algum desafeto ou mesmo um médium de seu terreiro, movida pela vingança e raiva, mandava que outros médiuns fossem na tronqueira e virasse supostamente o anjo da guarda da pessoa, iam lá acendiam velas de ponta cabeça, essa mesma dirigente, fazia verdadeiras mesas para exú, e falava para os médiuns que aquilo era  para quebrar as forças dos inimigos dela e do terreiro, o que esses médiuns não pensavam que no dia de amanhã poderia ser seus nomes ali naquela mesa,  outro dirigente que soube o caso, fazia seus médiuns comprarem e levarem animais para o terreiro para os imolar para a destruição de outras pessoas, outro mandava que seus médiuns enterrassem trabalhos de feitiçaria em cemitérios, garrafadas etc. Alguns médiuns que participam desses tipos de trabalhos se sentem poderosos, fortes, mal sabem que estão cada dia mais no poço da invigilância

MÉDIUNS ISSO NUNCA SERÁ UM TERREIRO DE UMBANDA, ISSO É UM ANTRO.

Alguns médiuns tem plena consciência que estão fazendo feitiçarias, maldades para o alheio, outros apenas fazem por medo de desobedecer e sofrer as consequências.

É uma coisa que nunca conseguirei entender, como ficar num terreiro sob a pressão de coação, medo e terror, cadê a confiança em seus próprios guias? No mínimo triste uma situação assim. Médiuns que estejam sofrendo com isso, não façam isso com suas mediunidades e trajetórias há tantas boas casas a irem.

Entendam bem, nenhum Terreiro de Umbanda Idôneo guiado pela espiritualidade sã, faz e utiliza de médiuns para saciar suas vinganças, despeitos, ódios particulares. Mas infelizmente alguns médiuns sentem seus egos e vaidades alimentados com esse falso poder de manipulação, mal sabem que são suas vidas que estão sendo manipuladas por espíritos mistificadores de alta envergadura nefasta. O triste que esses médiuns sempre acabam envolvendo outros médiuns nessa teia de ilusão.

Frise-se: O médium que participa de um trabalho de feitiçaria onde está visando a destruição, a derrota de outra pessoa, lhe desejando a morte, a doença, a quebra do livre arbítrio, ele cedo ou mais tarde sofrerá consequências terríveis de resgate, caindo na ação das Leis implacáveis de Ação e Reação, Causa e Efeito, Retorno, Semeadura.

“Quem com porcos se mistura, farelos come.”

Infelizmente há médiuns de baixa índole, talvez porque nem saibam o que a palavra signifique.

Já ouvi falas de médiuns que dizem, meu dirigente não ensina fazer feitiço, e ele está correto, porque se soubesse fazer, eu faria mesmo, não pensaria duas vezes. Isso é seríssimo, são médiuns imaturos espiritualmente e dar um falso poder na mão de um médium desses, é acarretar a sua própria ruína espiritual.

Mas esses médiuns que fazem esses tipos de maldades, cedo ou mais tarde são os mesmos que chegam aos frangalhos nos terreiros sérios e idôneos para serem tratados, pobres almas, isso quando se redimem, porque uma boa parte tem fins terríveis, porque quem semeia ventos colhe tempestades.

- Os mandantes – já vi inúmeras vezes pessoas que chegam desesperadas porque procuraram terreiros para feitiçaria e depois não souberam mais como lidar com a energia que convidaram a entrar em suas vidas. Infelizmente essas pessoas pagam pesado por seus atos, porque quando procuram o feiticeiro não mensuram as consequências que provocam.  É muito difícil corrigir uma moral deturpada, um mau caráter, uma má índole, as vezes serão necessárias várias reencarnações penosas para isso. Mas nunca é tarde para se corrigir, receber o perdão e se auto perdoar. O sofrimento do mandante não é só físico é espiritual, é a Lei do Retorno que reflete em seu dia a dia, na sua vida, na colheita das consequências, é o se ver passando e sentindo na própria pele o sofrimento que desejou e causou. Tenho muita pena dessas pessoas que utilizam da espiritualidade para o cultivo do mal alheio, porque a justiça divina é pesada.

- O Feiticeiro – Há perdão para o Feiticeiro Nefasto? O perdão é uma dádiva divina concedida a todos, leve o tempo que levar, o objetivo das egregoras espirituais é que todas as almas cheguem a salvação, mas não se enganem o mais difícil depois da conscientização é o SE PERDOAR.  Muitas pessoas acham que o se redimir é difícil, não o é, porque o ser humano tem instinto de sobrevivência nato, quando o sofrimento é grande a redenção vem, o mais difícil é se auto perdoar, quando a consciência dos atos chega, quando a pessoa visualiza o mal que provocou e as consequências para seu espírito.

Médiuns videntes já se depararam com espíritos que eram verdadeiros espectros, se vislumbrava apenas uma leve forma humana, de tão em frangalhos estava o corpo espiritual, a maldade, gera essas deformidades, então imaginem o que acontece com o corpo espiritual de um médium que tinha tudo para ajudar o próximo e usou esse dom para o mal com plena consciência dos seus atos.

Uma vez vi um médium perguntando, poxa mais essas pessoas ruins que vivem fazendo o mal para os outros só pagam depois do desencarne? Não, pagam e tem retornos pesados nessa mesma existência, outros ainda irão levar para outros processos de encarnação de tão pesadas são suas cargas cármicas.

Inimigos espirituais, podem acompanhar uma pessoa por várias encarnações se não forem encaminhados e evangelizados, se não houver perdão mútuo,  por isso que nossos guias em todas as giras em boas casas pregam o amor, o perdão e a caridade para com o próximo.

Médiuns não façam pactos, barganhas com espíritos de moral duvidosa, não convidem para suas casas espíritos aduladores, manipuladores, mistificadores, observem com cuidado as mensagens, sejam prudentes.

Procurem terreiros que prezem a moral, que pratiquem o amor, a fé e a caridade, que lhes corrija suas falhas e não fortifiquem suas más inclinações.

Que lhes ensinem sobre perdão e não lhes alimente o ódio, a mágoa e lhe destrua o amor por si mesmo e  as boas lembranças para com o seu próximo.

Guias idôneos falam sobre Amor e não Ódio, Vingança.

Espíritos idôneos respeitam o livre arbítrio o direito de escolha.

Se um espírito lhe incita a feitiçaria e a pratica do Mal – ELE NÃO VEM DE DEUS E DO DIVINO.

Abra seus olhos, observe o terreiro que esteja, veja sua idoneidade e éticas morais e espirituais, não se permita corromper pela vaidade e ego.

Irmãos e irmãs quando pensar em fazer um trabalho de feitiçaria, seja prudente e consciente, pense honestamente porque quer fazer mal aquela pessoa, porque quer lhe prejudicar, reveja seus reais motivos, não haja por impulso somente.

Veja se lá no fundo não foi você o errado e agora quer simplesmente jogar a culpa de tudo no outro.

Veja se lá no fundo toda essa raiva não é despeito, um amor que adoeceu, veja se lá no fundo de tanta raiva não é o puro desejo de estar com aquela pessoa de novo,  veja se não é saudade, falta. Peça aos amparadores força para modificar o que puder ser modificado, e aceitação para o que não puder.

O Amor pode adoecer e virar ódio, não permita. Permita-se a mudança de ser uma pessoa melhor.

Perdoe e se auto perdoe, siga, desapegue, mas não PRATIQUE INSANIDADES POR RAIVA, EGO, faça isso não pelo outro, mas por si mesmo.

Sabe esse espírito que lhe incita o ódio, a vingança, lhe pede ns. coisas para um trabalho, observe ele com cuidado, é com esses espíritos que quer se associar? Você realmente confia nesse espírito?

Observe esse dirigente que faz o mesmo, é esse tipo de exemplo que quer seguir para sua trajetória espiritual?

Falsos profetas há em todas as religiões, e o lobo as vezes vem vestido de pele de cordeiro.

Num terreiro de Umbanda, pratique a Lei do Ouro, nunca faça a seu semelhante o que não gostaria que fizesse com você, trate o outro como gostaria de ser tratado, diante de seus erros e falhas, tenha a mesma paciência e misericórdia que gostaria que tivessem com você.

Muitas pessoas temem a justiça de meu pai Xangô, e esquecem da Justiça de Ogum que pode ser ainda  mais implacável, ninguém escapa da Justiça Divina, quem deve paga, quem merece recebe, um trecho de um ponto que tem um significado muito forte. Revejam seus conceitos enquanto há tempo, nunca é tarde para a redenção, para a reforma íntima, as vezes é melhor começar tudo de novo do que por ego permanecer no erro.

Ninguém está acima da Lei Divina. Aprendam.

Paz e Luz a todos.

Por: Cris Alves

Texto retirado do site:

https://orixaessenciadivina.wordpress.com

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quinta-feira, 15 de março de 2018

CORRER PRA INCORPORAR?



Conhece a corrida de 100 metros rasos? E a Umbanda de 100m rasos?

Essa é aquela corrida que acontece em uma linha reta e dura alguns segundos, e o atleta precisa se esforçar ao máximo para chegar primeiro nesse pequeno espaço de tempo.

Sabe que muita gente quando ingressa na corrente mediúnica acaba caindo na “armadilha da competição” e achando que o terreiro é igual à essa corrida.
Pois por mais que todos entremos no terreiro cheios de amor no coração, querendo iluminar o mundo com nossa luz (e assim o fazemos, tenhamos certeza disso), após passado o furor das primeiras giras, a nossa parte humana fala mais alto e começamos a reparar nas coisas…
Começamos a prestar atenção na roupa do outro, nos trejeitos, reparamos como fulano vive caindo no chão, como faz barulho, etc etc…

E aí começamos a cair numa armadilha, de nos comparar com o colega ao lado. Só que tirando raras exceções, não conhecemos nada desse companheiro de corrente. Não sabemos nada sobre os problemas que o outro traz, as provas que ele tem que passar, sobre as experiências anteriores dele (ou dela) na Umbanda, no máximo só sabemos o que o outro quer falar de si mesmo.
E mesmo assim, embarcamos na competição com os colegas pra ver quem incorpora primeiro ou quem incorpora melhor.

E assim é dada a largada dessa corrida insana, em que todos querem chegar primeiro nesse objetivo de incorporar, como se houvesse algum prêmio pra quem chegasse primeiro lá.

É claro que todo mundo precisa de motivação na vida, mas será que nessa motivação, a prática da caridade já não foi posta de lado em nome da vaidade de ser o primeiro?

E afinal, qual o nosso objetivo na Umbanda, senão prestar a caridade? O crescimento pessoal, o autoconhecimento, e até a “ajuda” dos nossos bons guias são apenas conquistas que vem como um mérito por termos conseguido auxiliar aos outros no bem. Se a máxima “fora da caridade não há salvação” continua válida, o que mais poderíamos buscar ali do que auxiliar aos outros?

A competição de “quem incorpora melhor” tem qual objetivo? Se comparar com o próximo, numa briga em que cada um tenta demonstrar aquilo que não se é? No texto “Técnicas para incorporar melhor” eu já falei sobre como cada um dá aquilo que tem, e reafirmo: cada um tem que ser como é. A espiritualidade superior não iria nunca nos colocar em uma situação em que nossos esforços fossem inúteis a ponto de nos fazer achar que só o jeito de incorporar do colega é válido.

Todo mundo traz em si uma semente de luz que é diferente pra cada um de nós. Cabe à gente entender essa semente e deixar germinar o que tiver de nascer e só assim poder oferecer algo a quem vier ser nosso assistido.
Porque a Umbanda não é corrida de 100 metros rasos, é maratona.

E na maratona não ganha quem corre mais, mas sim quem conhece melhor o próprio corpo, sabe de suas dificuldades e forças, e usa isso a seu favor.


Por: Cleber Quichimbó

Texto retirado do site:


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EXU VAI TE PEGAR! CHUTAR MACUMBA (OFERENDA) PODE TRAZER CONSEQUÊNCIAS?



“Exu vai te pegar!” é a voz do preconceito.

Enquanto alguns se põe a ‘chutar macumba’ outros não chutam porque têm medo.

E ambos tem o mesmo preconceito.

Um tempo atrás ficou conhecido um vídeo em que policiais chutavam uma oferenda de Exu enquanto filmavam tudo.

Para eles, naquele momento, parecia um ato de coragem.

E assim muitos seguem a ‘chutar macumba’ como um ato de valentia.

Fazem isso supostamente para mostrar que não tem medo ou para mostrar que ‘seu deus (minúsculo mesmo) é maior’.

Como se Deus estivesse preocupado com a valentia e a infantilidade de cada um.

A ideia é que aquela “macumba” (oferenda) tem um dono e se você mexer nela ele vai te pegar.
Ou, “Exu vai te pegar”, pois Exu acaba pagando o pato para quem nada conhece.

No filme Besouro*, o personagem Chico, que está revoltado com a vida e com a sua própria situação, se rebela.

E, a caminho da feira, chuta uma oferenda.

A Mãe de Santo vendo aquilo ainda lhe adverte dizendo:

“Chico… é de Exu!”

Na feira, Chico tem uma barraca de peixes e quem aparece ali para lhe provocar? Exu!

Isso mesmo, ninguém menos que Exu!

Mas apenas Chico e Besouro consegue ver Exu.

A Mãe de Santo apenas sente a presença de Exu e saca o que está por vir.

Então Exu vai calmamente na direção de Chico e lhe pergunta do peixe, joga o peixe pro ar, lhe provoca, e começa a discussão com Chico que destroi a própria barraca.

Para os outros, que não estão vendo Exu, Chico está louco.

Ele fala sozinho e quebra tudo.

Para quem está assistindo ao filme parece mesmo é que Exu veio se vingar, porque Chico chutou sua oferenda.

Ou seja: Exu vai te pegar!

Será que é isso mesmo? Exu vem se vingar?

Com certeza não! Exu não se vinga.

No entanto, Exu representa a Vida.

Exu é o mensageiro da Vida cobrando o desrespeito de uma pessoa pelo que é sagrado para o outro.

Exu é mensageiro da vida que vem para dar uma lição aos arrogantes, soberbos, prepotentes, vaidosos, preconceituosos, intolerantes, valentões e outros que necessitam conhecer um novo caminho.

Talvez até o caminho da dor, para um novo aprendizado de humildade, reverência, respeito e amor ao próximo.

Chutar macumba (na verdade oferenda) é um ato de desrespeito!

Exu é a vida trazendo uma nova lição ao “aprendiz” carente de novos ensinamentos.

Exu vai te pegar? Não.

Respeito sempre.

*O filme Besouro narra a história de um lendário capoeirista brasileiro.

Durante as cenas, personagens e Orixás ocupam um mesmo espaço no qual aparece uma forma em que é possível um relacionamento entre ambos.

Produzido de forma ímpar, podemos dizer que Exu rouba a cena literalmente quando vemos a perfeição em que é retratada sua imagem, postura e atitude.

Se você ainda não viu este filme nacional corra que está perdendo uma preciosidade de nossa cultura e universo religioso em particular.

Por: Alexandre Cumino

Texto retirado do site:

http://umbandaeucurto.com

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

UM PERIGO QUE RONDA TODOS OS MÉDIUNS



Sempre que falamos de mediunidade, como estamos fazendo em nosso site, falamos dos tipos de mediunidade e de como ela se processa. Tratamos de sua definição e de suas particularidades dentro de nossa querida Umbanda. Entretanto é preciso fazer um alerta para a reflexão de todos os médiuns! Sempre ressalto e tento demonstrar que ser médium não é possuir um dom, ser especial, ser melhor que ninguém. Ser médium é possuir uma faculdade e ao mesmo tempo uma missão, e como toda missão, ela vem acompanhada de muita responsabilidade.

No entanto não podemos confundir essa nossa missão com um mediunismo missionário, ou seja, que somos enviados diretos dos Orixás, escolhidos. Estes tipos de médiuns são, obviamente, raros e a simples presença dessas pessoas nos inspira, nos emociona e nos transforma. Médiuns missionários são aqueles que estão moralmente muito mais equilibrados do que nós, possuem um amor verdadeiro e nato, possuem a verdadeira sabedoria.

Desta forma como entender a nós? Somos médiuns de expiação, médiuns que tiveram a graça de receber a faculdade da mediunidade para expurgar os karmas, uma oportunidade para acelerarmos nossos resgates, uma forma a mais para que possamos nos deparar com espíritos amigos ou com antigos desafetos e, juntos, buscarmos um caminho de luz e de paz. Somos assim pessoas normais, com um mesmo fim: a busca da verdadeira felicidade.

Assim por sermos espíritos endividados, por não sermos criaturas “aladas”, especiais, devemos cuidar muito de nosso desenvolvimento moral. Pois só com muito suor e força de vontade que um dia nos tornaremos médiuns missionários, e assim seremos médiuns melhores, e com certeza mais capazes de fazermos valer a vontade dos Orixás. Por sermos assim tão normais, é que muitos médiuns se perdem no caminho, começam a vender suas faculdades, percebem que podem manipular as energias, conseguem magnetizar pessoas e objetos e essa sensação de poder faz com que o orgulho cubra os olhos da carne e da alma.

Não são poucas as histórias de médiuns envaidecidos e que acreditam ser super-homens, e assim estarem acima do bem e do mal e por isso poderem fazer uso de suas faculdades da forma que melhor lhe convierem. Não são poucas as histórias de umbandistas, de pais e mães-de-santo, e outros médiuns de outras religiões, que acabaram perdidos. Tudo porque não conseguiram ter a humildade necessária para a tarefa mediúnica e, assim, caíram no caminho do orgulho.

Diante disto, nossa tarefa emergencial, urgente mesmo, é zelarmos para que possamos controlar e lutar incessantemente contra o nosso orgulho. Uma tarefa difícil, mas possível. E para isso poderemos contar com nossos queridos guias espirituais, basta realmente encararmos nosso orgulho e pedirmos para que ele seja derrotado pela verdadeira e nobre humildade.

O médium orgulhoso acredita que pode mais e melhor que o seu irmão de gira. Acredita sempre que tem razão, que os outros médiuns têm muito o que aprender com ele. Os ensinamentos dos outros sempre estão equivocados, pois não é o mesmo do que o dele, assim como ele é sempre o certo não consegue mais absorver ou reciclar seus conhecimentos. Por isso o médium nesta fase escuta muito pouco, e sempre quer falar muito. Escutar não é necessário, pois ele já sabe. Não permite que a entidade lhe fale, e lhe mostre como fazer, pois sua mente embriagada do orgulho acha que já conhece o caminho. Quando não lhe é dado toda a atenção se zanga, e tem certeza que se trata de uma perseguição, ou então deve ser ciúmes de suas qualidades.

É típico desses médiuns aprenderem receitas, lerem e decorarem pontos riscados, banhos e “ebós para todos os fins” e passam a “receitar” estas simpatias em todo o lugar que andam. Este é um caso mais avançado do orgulho que extrapola as correntes de uma gira.

Diante deste quadro o médium vai se afastando de seus guias, deixando de escutar os verdadeiros emissários dos Orixás, e permite que espíritos menos evoluídos deixem se passar por mensageiros. A mistificação será uma questão de tempo.

Não conheço ninguém que não deva cuidar de sua mente para que não seja corrompido pelo orgulho. Esse mal assombra a todos, mas quem conseguir vencê-lo dará passos decisivos rumo a sua iluminação.

Por isso peço que os Orixás enviem seus emissários e mensageiros para nos proteger e iluminar quanto a este mal que nós mesmos criamos e cultivamos que se chama orgulho. Em especial que os Pretos-Velhos possam nos mostrar com seu exemplo, suas energias e sua sempre simples e profunda conversa, o caminho para a humildade.

P.S. Se você leu este texto e o tempo todo pensou em outra pessoa que não você mesma, leia de novo, pois com certeza este texto serve para você. Julgar os outros acreditar que este ou aquele é um médium orgulhoso, é uma clara demonstração do orgulho, pois acha que é capaz de julgar o seu semelhante. Este também é um alerta, cuida de julgar os seus atos, e para os atos dos outros a única coisa que você pode fazer é rezar para que os Orixás os iluminem, e que você agindo de forma humilde seja um exemplo em seu meio


Por: Jaqueline Caldart

Texto retirado do site:


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

A HOMOSSEXUALIDADE NA VISÃO DA UMBANDA




Antes de começarmos esse texto gostaríamos de frisar que o tema que falaremos hoje, não tem nenhuma ligação com a visão social ou com a opinião pessoal de um ou de outro. Esse texto é uma visão espiritual umbandista, ou seja, o que é ensinado ou demonstrado dentro do dogma descrito. Estamos frisando isso, pois não desejamos ser taxados como incoerentes, preconceituosos, radicais, ou mesmo que não nos importamos com o que é feito ou dito, dentro e fora do terreiro pelos filhos de nossa casa ou mesmo por consulentes assíduos.

Devemos entender primeiramente que esse fato não se limita apenas como a explicação obtida em dicionários, ou seja:

"Significado de Homossexualismo: Substantivo masculino.
Psiquiatria: Refere-se aos que se sentem atraídos (sexualmente e/ou emocionalmente) por pessoas do mesmo sexo. Que pratica relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. “Pessoa que se envolve tanto sexualmente quanto emocionalmente com pessoas do mesmo sexo.”

Como podemos observar na explicação obtida em alguns dicionários, tudo se limita aos relacionamentos e relações sexuais com alguém do mesmo sexo, porém isso só é visto a grosso modo, pois dentro da Umbanda se deve olhar mais profundamente caso a caso. 

Na mente do ser humano, quando se fala de homossexualidade, nasce à imagem apenas de uma relação sexual, inclusive na mente do próprio homossexual, e assim se cria o preconceito, a intolerância, a promiscuidade, enfim, sentimentos e vícios que sempre vão atrasar a evolução espiritual.

Outra coisa que devemos entender é que nos tempos modernos temos dois tipos de homossexualidade:

1ª A que é estabelecida pela "moda atual", ou seja, muitas pessoas se dizem homossexuais apenas para fazer parte de um grupo. Talvez acreditem que possam ser, porém é mais para atacar a sociedade hipócrita do que realmente ter uma alma feminina em corpo masculino ou vice-versa. Porém não falaremos desse grupo, pois como sabemos isso é livre arbítrio, e a Umbanda respeita o livre arbítrio de todos.

2ª A homossexualidade de alma, ou seja, a pessoa nasce realmente em um corpo masculino e com a alma feminina ou vice-versa, e é sobre esse grupo que falaremos.

Para a Umbanda essa questão vai muito além da relação sexual, a questão envolve afetividade, relação de atração, relação de amor a outra pessoa na qual dedicamos carinho verdadeiro, construir uma vida.

Devemos pensar antes de tudo que o espírito não tem gênero, pois não são criados por Deus como masculino ou feminino, e será que em nossas inúmeras reencarnações sempre vestimos a roupagem de um só gênero?

Certamente tivemos e teremos ainda diversas reencarnações, e reencarnaremos em diversas roupagens materiais, sendo algumas vezes essas roupagens sendo masculina e em outras vezes feminina; entretanto temos a maior tendência em reencarnarmos em determinada roupagem.

Porém devemos entender que estamos aqui para evoluirmos, e essa evolução deve ser feita de acordo com a vontade e os ensinamentos de Deus, nosso Pai Maior, e devemos aceitar sem revelias o que está em nosso destino de crescimento espiritual.

A Umbanda nos ensina que muitos casos de homossexualidade verdadeira, ou desencarnamos em uma roupagem masculina e reencarnamos em um tempo considerado curto, em uma roupagem feminina, ou vice-versa, que esse tempo foi tão curto que o espírito não entendeu os novos hábitos, mesmo estando em um corpo contrário do referente ao espírito, ou que viemos reencarnando por séculos e séculos em uma mesma roupagem, e devemos passar por outra para podermos evoluir e dar continuidade ao trabalho dessa evolução, para aprendermos algum tipo de lição que ainda nos resta, como o aceite aquele corpo tão diferenciado do espírito que estamos acostumados a demonstrar.

Em casos assim devemos refletir da seguinte maneira, se Deus nosso Pai Maior, nos deu a missão de seguirmos a caminhada evolutiva em um corpo diferente daquele que nosso espírito possa estar ligado, talvez estejamos indo contra a Deus e suas lições quando por falta de informações, transformamos nosso corpo de acordo com a roupagem que nosso espírito estivesse acostumado em reencarnações passadas, pois certamente necessitamos vir de forma diferenciada do costume espiritual para termos novas lições e aceites.

Vamos dar um exemplo básico do que foi dito acima para ficar mais claro:

Imaginemos um espírito que por séculos vem com a roupagem feminina, e nesse tempo de encarnação e reencarnações esse espírito é reprimido por espíritos em roupagem masculina em diversas épocas diferentes. Essa repressão faz com que cresça rancores e sentimentos de ódio, e esses sentimentos atrasam a evolução espiritual desse ser. Nesse ponto Deus decide que esse espírito deverá passar por uma reencarnação na roupagem masculina, para entendimento sobre o ser que odeia, e assim buscar a retirada dos sentimentos adversos de reencarnações passadas. E assim é feito conforme a vontade de Deus, uma roupagem masculina, com uma alma acostumada com a forma e hábitos femininos. Porém esse ser não consegue dentro de si aceitar essa missão de evolução, e busca a entrega de transformação da roupagem decidida por Deus a uma roupagem na qual o espírito está acostumado, e ai vem à entrega a homossexualidade, e claro a perda da chance de evolução pretendida por Deus a nós, evolução essa necessária para alcançar mais um patamar no degrau espiritual que nos leva a busca de uma perfeição, com objetivo de chegarmos a Deus e a não reencarnação novamente, pois o grande objetivo dos espíritos é não precisarmos mais reencarnar.

E ai perguntamos: Isso tudo não seria pecado?

Não posso dizer nem que sim e nem que não, pois a Umbanda não está ligada a pecados, e sim ligada no livre arbítrio de cada um, ou seja, errado ou não, todos nossos atos e ações serão cobrados ou vão ser bonificados na hora do desencarne de cada um de nós, para a demonstração do quanto tivemos de evolução na reencarnação que está se findando, ou seja, isso não é apenas ligado à homossexualidade e sim a tudo que nosso livre arbítrio possa estar preparado para decidir.

Portanto a visão da Umbanda é acima de tudo respeitar todos os seres, independente de opção sexual, cor, raça, posição social ou econômica.

Sendo assim a homossexualidade para a Umbanda é irrelevante, pois o aceite da missão dada por Deus, só pode ser bonificada ou cobrada à própria pessoa que recebeu a missão de evolução, e se essa pessoa por um acaso pedir orientações a qualquer Entidade de Luz da Umbanda sobre esse fato, certamente vai ser mostrado o porquê disso ou daquilo, mas jamais será cobrado ou julgado.

A Umbanda jamais dirá que um filho ou filha que seja homossexual deverá ser tratado, curado, ou que está "endemoniado", jamais dirá que esse filho ou filha não poderá frequentar seus terreiros, casas, barracões ou templos, pois a Umbanda está de braços abertos a todos.

A única coisa que a Umbanda e suas Entidades de Luz podem desejar demonstrar a um filho homossexual é que a homossexualidade não pode ser confundida com promiscuidade, e infelizmente muitas e muitas pessoas acreditam que essa ligação é o que rege o gênero, fazendo assim acontecer uma grande falta de respeito com o próprio corpo e certamente com o próprio espírito.

A Umbanda ama seus filhos acima de tudo, de todos os sentimentos, de todos os atos e ações.

E porque não amar sendo um desses filhos homossexual?

Sabemos que muitos deles já travam suas próprias batalhas interiores, sabemos também que muitos espíritos aceitam os novos corpos onde farão essa nova jornada terrena, porém outros espíritos não aceitam os corpos que reencarnaram, fazendo assim um conflito emocional enorme.

Sendo assim porque qualquer dogma ou religião deveria ver um homossexual com olhos diferenciados a um heterossexual, por exemplo?

Certamente muitos já tem pensamentos e emoções suficientes para ter com o que se preocupar. E sendo assim será que cabe a nós ou a Umbanda, ou a qualquer religião julgar seus atos ou atitudes?


Logicamente não!

E nessa colocação é que a nossa amada Umbanda demonstra que sua visão para a homossexualidade é a mesma do que para a heterossexualidade, para qualquer pessoa, de qualquer raça, qualquer cor, qualquer grau de instrução, qualquer nível social e qualquer nível econômico, ou seja, portas abertas, amor e caridade a todos que buscam a Umbanda, seus Orixás e suas Entidades de Luz.


Por: Carlos de Ogum

Texto retirado do site:


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CAPACIDADE



Quando os Orixás me olharam e me mandaram zelar por sua casa e filhos eu não gostei, confesso. Me achava despreparado e leigo demais, jovem demais pra gerir pessoas mais velhas do que eu, seus conflitos e dissabores, lidar com a vida de uma porção de pessoas carentes de ajuda e atenção. Porque é fato: a maioria das pessoas só recorrem a um terreiro quando estão em desespero, quando acham que Deus lhes virou as costas ou quando por si sós já não conseguem alcançar seus objetivos e pensam que fazendo um despacho a solução virá. Me achava pequeno demais para mudar essa situação, com toda razão.

Mas como sempre descubro que o tempo é senhor da razão e o astral está sempre certo, aprendi que nunca estive pronto mesmo para resolver todos aqueles problemas, mas aprendi também que não cabe a mim resolvê-lo, minha parte é ensinar as pessoas a pensar e a notarem que quem faz as coisas por elas são elas mesmas. do contrário, para que o livre arbítrio, tido por todos como a maior dádiva concedida aos homens por Deus? Meu discurso é simples:  ninguém fará nada por você, nem homem e nem Orixá. Estão todos aqui para ajudá-lo, para te indicar o melhor caminho que você trilhará. Só isso.

Um discurso simples que implica em ações longas e muitas vezes duras. Minha proposta sempre foi a de tirar as pessoas de sua zona de conforto, de ensiná-las - médiuns e assistência - que nem sempre eles ouvirão o que esperam ouvir e que podem mesmo assim ficar bem com aquilo que precisam, não aquilo que querem. Pode até ser que nas primeiras vezes não se sintam "abraçados" pelo sacerdote, mas verão que estão se tornando muito mais capazes do que eram quando mimados, quando tinham apenas o pão e o circo.

Me chamem de frio, de excessivamente pragmático ou o que for, mas pensem: vocês se sentem mais capazes?

Axé.

Por: Cláudio Corrêa

Texto retirado do site:

http://serumbandista.blogspot.com.br

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